Weintraub revela que Bolsonaro quebrou sigilo da Polícia Federal

A investigação do MPF sobre um possível vazamento de informações que levou à convocação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para depor, na Justiça Federal, é baseada em acusação do empresário Paulo Marinho, que disse ter ouvido do próprio senador que ele teria recebido informações sobre a investigação de um delegado da PF.

Weintraub revela que Bolsonaro quebrou sigilo da Polícia Federal

A investigação do MPF sobre um possível vazamento de informações que levou à convocação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para depor, na Justiça Federal, é baseada em acusação do empresário Paulo Marinho, que disse ter ouvido do próprio senador que ele teria recebido informações sobre a investigação de um delegado da PF.

Por Redação – de São Paulo

Ex-ministro da Educação e integrante da ultradireita, Abraham Weintraub relatou nesta segunda-feira que o presidente Jair Bolsonaro (PL) conhecia detalhes sigilosos da Operação Furna da Onça, que tinha o filho ’01’, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), antes de ser deflagrada. Segundo o ex-ministro, em novembro de 2018, no governo de transição, o então presidente eleito realizou uma reunião para alertar alguns de seus futuros ministros sobre o caso.

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— Juntou assim em uma mesa comprida e falou: ‘Ó, eu chamei pelo seguinte: está para aparecer uma acusação, está pegando esse cara aqui’. Apontou para o Flávio — revelou Weintraub em uma transmissão realizada na noite passada e divulgada pela manhã.

Segundo o ex-ministro, também estavam na sala os hoje também ministros Onyx Lorenzoni (Previdência), Alberto Santos Cruz (Gabinete da Presidência), Gustavo Bebianno (Casa Civil) entre outros integrantes do atual governo. Em 2020, o empresário Paulo Marinho, suplente de Flávio, disse ao diário conservador paulistano Folha de S. Paulo que um delegado da Polícia Federal antecipou ao filho do presidente – antes do segundo turno da eleição de 2018 – que Queiroz seria alvo da operação.

Investigações

Ainda de acordo com Marinho, a PF segurou a ação para depois da eleição “porque isso poderia atrapalhar o resultado” das eleições naquele ano. Em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF), Flávio Bolsonaro confirmou a participação em uma reunião com o empresário Paulo Marinho e advogados. No entanto, o filho do presidente negou ter recebido informações sobre as investigações contra seu ex-assessor Fabrício Queiroz no encontro.

A investigação do MPF sobre um possível vazamento de informações que levou à convocação de Flávio Bolsonaro para depor é baseada em acusação do empresário Paulo Marinho, que disse ter ouvido do próprio senador que ele teria recebido informações sobre a investigação de um delegado da PF.

Segundo o empresário, a conversa ocorreu em uma reunião na sua casa, no Rio, no final de 2018. Marinho é suplente de Flávio no Senado e cedeu sua residência para ser “quartel-general” da campanha de Bolsonaro para a Presidência da República.