"Uma médica insinuou que eu não havia sido violentada", lembra vítima

Três vítimas de estupro dizem que sofreram com a falta de informação sobre direitos legais, pressões familiares e afastamento de grupos sociais

"Uma médica insinuou que eu não havia sido violentada", lembra vítima
Média grave. Segundo Anuário Brasil de Segurança Pública, a cada hora, seis mulheres foram estupradas no país Redação João Bidu

Casos recentes como o da menina de 11 anos de Santa Catarina, cujo aborto legal encontrou barreiras para ser executado, e o da atriz Klara Castanho, de 21 anos, vítima de ataques nas redes sociais por entregar à adoção um bebê fruto de estupro, são exemplos de uma realidade que avança fora dos holofotes.

Assim como relata Daniela, mulheres vítimas de violência sexual disseram ao GLOBO ter vivido uma rotina de vergonha e medo ao encarar o tema envolto de preconceitos. A estudante universitária Rafaela (nome fictício), de 29 anos, conta que teve coragem de relatar a violência e que estava grávida apenas para uma professora. Para ter acesso ao aborto, que lhe é garantido por lei, contou com a ajuda do grupo Milhas Pela Vida de Mulheres, que localizou um hospital estadual em Feira de Santana, na Bahia, onde ela mora.

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