Tom Zé põe a língua brasileira para fora da narrativa colonial oficial em álbum com trilha sonora de peça

♪ Álbum lançado por Tom Zé nesta sexta-feira, 24 de junho, Língua brasileira se insere na parcela ensaística da discografia do artista baiano. Trilha sonora de espetáculo de teatro, também intitulado Língua brasileira e encenado sob a direção de Felipe Hirsch na cidade de São Paulo (SP) de janeiro a março deste ano de 2022, o disco se propõe a expor riquezas e especificidades da cultura brasileira, desafiando à narrativa colonial oficial do descobrimento do Brasil e da propagação da língua portuguesa no país. Com exceção da música-título Língua brasileira, lançada por Tom originalmente no EP Imprensa cantada (2003), as onze músicas da trilha sonora são inéditas. Como sinalizam músicas como San Pablo, San Pavlov, San Paulandia, Tom Zé aborda a língua nativa e a cultura indígena sem tirar a pauliceia desvairada do horizonte conceitual do disco gravado com produção musical de Daniel Ganjaman, também responsável pela mixagem. Contudo, o álbum Língua brasileira gira ao redor do mundo. Hy-Brasil terra sem mal traz à tona uma ilha Brasil imersa no imaginário celta. Já Pompeia – Piche no muro nu nasce do espanto do artista com a descoberta dos registros de pichações em latim vulgar nas paredes da cidade de Pompeia, na Itália, enquanto Metrô guide confronta e conecta Irará (BA) – terra natal do artista baiano – e Nova York (EUA). O repertório inteiramente autoral também transita entre a delicadeza da canção Clarice e o tom épico da faixa Gênesis guarani. Lançado pelo Selo Sesc, o álbum Língua brasileira também está disponível em edição em CD. Capa do álbum 'Língua brasileira', de Tom Zé Divulgação

Tom Zé põe a língua brasileira para fora da narrativa colonial oficial em álbum com trilha sonora de peça

♪ Álbum lançado por Tom Zé nesta sexta-feira, 24 de junho, Língua brasileira se insere na parcela ensaística da discografia do artista baiano. Trilha sonora de espetáculo de teatro, também intitulado Língua brasileira e encenado sob a direção de Felipe Hirsch na cidade de São Paulo (SP) de janeiro a março deste ano de 2022, o disco se propõe a expor riquezas e especificidades da cultura brasileira, desafiando à narrativa colonial oficial do descobrimento do Brasil e da propagação da língua portuguesa no país. Com exceção da música-título Língua brasileira, lançada por Tom originalmente no EP Imprensa cantada (2003), as onze músicas da trilha sonora são inéditas. Como sinalizam músicas como San Pablo, San Pavlov, San Paulandia, Tom Zé aborda a língua nativa e a cultura indígena sem tirar a pauliceia desvairada do horizonte conceitual do disco gravado com produção musical de Daniel Ganjaman, também responsável pela mixagem. Contudo, o álbum Língua brasileira gira ao redor do mundo. Hy-Brasil terra sem mal traz à tona uma ilha Brasil imersa no imaginário celta. Já Pompeia – Piche no muro nu nasce do espanto do artista com a descoberta dos registros de pichações em latim vulgar nas paredes da cidade de Pompeia, na Itália, enquanto Metrô guide confronta e conecta Irará (BA) – terra natal do artista baiano – e Nova York (EUA). O repertório inteiramente autoral também transita entre a delicadeza da canção Clarice e o tom épico da faixa Gênesis guarani. Lançado pelo Selo Sesc, o álbum Língua brasileira também está disponível em edição em CD. Capa do álbum 'Língua brasileira', de Tom Zé Divulgação