Telegram bloqueia mais de 60 canais negacionistas na Alemanha

Aplicativo de mensagens sofreu pressão de autoridades para atuar contra grupos que usam o serviço para espalhar desinformação sobre a pandemia e organizar protestos. Telegram, aplicativo de mensagens. Divulgação/Telegram O aplicativo de mensagens Telegram bloqueou dezenas de canais relacionados à teorias da conspiração e discursos de ódio na Alemanha. A medida foi tomada na última sexta (11), em meio ao aumento da pressão do governo alemão ao app de mensagens, segundo o períódico "Süddeutsche Zeitung". No começo do mês, o Ministério do Interior da Alemanha conversou com executivos do Telegram. O serviço de mensagens é popular entre grupos de extrema direita e dos que se opõem a restrições ligadas à pandemia. Se Congresso não atuar, tribunais vão agir sobre Telegram, diz Barroso TSE fecha acordo com redes, mas sem o Telegram Postagens contra urnas eletrônicas têm 111 milhões de interações em 1 ano As autoridades alemãs expressaram preocupação com grupos que usam o aplicativo para espalhar desinformação sobre a pandemia e organizar protestos que se tornaram violentos. O Telegram fechou um total de 64 contas, informou a publicação, destacando que é "a primeira vez" que o aplicativo toma medidas contra a disseminação de "ódio e incitação" em sua plataforma na Alemanha. LEIA TAMBÉM: 'Fui enganada e me apaixonei por um deepfake num app de namoro' Golpistas prometem 'saque instantâneo' de dinheiro esquecido em bancos; saiba se proteger Um dos canais fechados pertencia ao teórico da conspiração Attila Hildmann, que espalhou mensagens antissemitas e desinformação sobre a pandemia de coronavírus para seus seguidores na plataforma, informou o jornal. Hildmann ganhou fama como chefe de cozinha vegano e é notório por suas declarações antissemitas. Depois que um mandado de prisão foi emitido contra ele, o ativista de direita de 40 anos fugiu da Alemanha para a Turquia, em 2021. 'A pressão está funcionando' A ministra do Interior da Alemanha, Nancy Faeser, disse que continuará seu esforço para que o Telegram coopere com as leis alemãs. Ao "Süddeutsche Zeitung", ela afirmou que há crescentes ondas de "ódio" na plataforma, bem como "ameaças contra o povo e contra a democracia". "O Telegram não deve mais ser um acelerador para extremistas de direita, teóricos da conspiração e outros agitadores. Ameaças de morte e outras mensagens perigosas de ódio devem ser apagadas e ter consequências legais", disse ela. "A pressão está funcionando", acrescentou Faeser. Faeser chegou a ameaçar fechar o Telegram na Alemanha e disse que a empresa poderia enfrentar multas maciças de até 55 milhões de euros. De acordo com a lei alemã, os gigantes da mídia social devem remover conteúdo ilegal – como discurso de ódio e ameaças de morte – ou enfrentar grandes multas. Plataformas como o Telegram, no entanto, têm sido mais difíceis de monitorar do que sites mais populares como Twitter e Facebook. Preocupações com o extremismo O Telegram, com sede em Dubai, é um aplicativo popular que fornece mensagens criptografadas e até agora evitou amplamente a supervisão regulatória. Grupos de extrema direita e extremistas têm se voltado cada vez mais para plataformas alternativas como o Telegram depois de serem expulsos das principais plataformas de mídia social como Facebook e Twitter. Veja abaixo comentário de Gerson Camarotti sobre dificuldade do Telegram para se adequar às regras no Brasil. ‘Isso não vai colar aqui no Brasil’, diz Camarotti sobre dificuldade do Telegram para se adequar às regras

Telegram bloqueia mais de 60 canais negacionistas na Alemanha

Aplicativo de mensagens sofreu pressão de autoridades para atuar contra grupos que usam o serviço para espalhar desinformação sobre a pandemia e organizar protestos. Telegram, aplicativo de mensagens. Divulgação/Telegram O aplicativo de mensagens Telegram bloqueou dezenas de canais relacionados à teorias da conspiração e discursos de ódio na Alemanha. A medida foi tomada na última sexta (11), em meio ao aumento da pressão do governo alemão ao app de mensagens, segundo o períódico "Süddeutsche Zeitung". No começo do mês, o Ministério do Interior da Alemanha conversou com executivos do Telegram. O serviço de mensagens é popular entre grupos de extrema direita e dos que se opõem a restrições ligadas à pandemia. Se Congresso não atuar, tribunais vão agir sobre Telegram, diz Barroso TSE fecha acordo com redes, mas sem o Telegram Postagens contra urnas eletrônicas têm 111 milhões de interações em 1 ano As autoridades alemãs expressaram preocupação com grupos que usam o aplicativo para espalhar desinformação sobre a pandemia e organizar protestos que se tornaram violentos. O Telegram fechou um total de 64 contas, informou a publicação, destacando que é "a primeira vez" que o aplicativo toma medidas contra a disseminação de "ódio e incitação" em sua plataforma na Alemanha. LEIA TAMBÉM: 'Fui enganada e me apaixonei por um deepfake num app de namoro' Golpistas prometem 'saque instantâneo' de dinheiro esquecido em bancos; saiba se proteger Um dos canais fechados pertencia ao teórico da conspiração Attila Hildmann, que espalhou mensagens antissemitas e desinformação sobre a pandemia de coronavírus para seus seguidores na plataforma, informou o jornal. Hildmann ganhou fama como chefe de cozinha vegano e é notório por suas declarações antissemitas. Depois que um mandado de prisão foi emitido contra ele, o ativista de direita de 40 anos fugiu da Alemanha para a Turquia, em 2021. 'A pressão está funcionando' A ministra do Interior da Alemanha, Nancy Faeser, disse que continuará seu esforço para que o Telegram coopere com as leis alemãs. Ao "Süddeutsche Zeitung", ela afirmou que há crescentes ondas de "ódio" na plataforma, bem como "ameaças contra o povo e contra a democracia". "O Telegram não deve mais ser um acelerador para extremistas de direita, teóricos da conspiração e outros agitadores. Ameaças de morte e outras mensagens perigosas de ódio devem ser apagadas e ter consequências legais", disse ela. "A pressão está funcionando", acrescentou Faeser. Faeser chegou a ameaçar fechar o Telegram na Alemanha e disse que a empresa poderia enfrentar multas maciças de até 55 milhões de euros. De acordo com a lei alemã, os gigantes da mídia social devem remover conteúdo ilegal – como discurso de ódio e ameaças de morte – ou enfrentar grandes multas. Plataformas como o Telegram, no entanto, têm sido mais difíceis de monitorar do que sites mais populares como Twitter e Facebook. Preocupações com o extremismo O Telegram, com sede em Dubai, é um aplicativo popular que fornece mensagens criptografadas e até agora evitou amplamente a supervisão regulatória. Grupos de extrema direita e extremistas têm se voltado cada vez mais para plataformas alternativas como o Telegram depois de serem expulsos das principais plataformas de mídia social como Facebook e Twitter. Veja abaixo comentário de Gerson Camarotti sobre dificuldade do Telegram para se adequar às regras no Brasil. ‘Isso não vai colar aqui no Brasil’, diz Camarotti sobre dificuldade do Telegram para se adequar às regras