Saiba como evitar acidentes e identificar vazamentos de gás de cozinha

Encanado ou botija? Posso usar botijão em prédios? Gás tem cheiro? Onde instalar a botija? O especialista dos bombeiros explica.

Saiba como evitar acidentes e identificar vazamentos de gás de cozinha

O Corpo de Militar do Espírito Santo (CBMES) divulgou nesta manhã (5) laudo apontando que a causa do desamento de um prédio em Vila Velha foi o vazamento de gás de uma botija vazia e rompida. Diante a este perigo iminente, é preciso saber como se prevenir acidentes e identificar vazamentos de gás.

De acordo com o capitão bombeiro militar Loreto do Corpo de Bombeiros, os cuidados se iniciam durante a compra das botijas. “Comprar botija de empresas que possuam aprovação de qualidade pelo INMETRO, Agência Nacional do Petróleo e Alvará do Corpo de Bombeiros. Evite adquirir botijas de locais clandestinos que não possuem certificações de segurança e nem qualidade atestada. O barato pode sair muito caro”.

Segundo ao capitão, as botijas devem ser instaladas preferencialmente do lado de fora das residências. “O botijão deve ser instalado preferencialmente fora da residência. Caso seja na residência, nunca coloque em espaços confinados, tais como armários, despensas ou ambientes pouco ventilados, pois o GLP possui alta densidade de vapor e possui um escoamento pouco facilitado. Não deixe mangueira passar atrás do forno, evitando dobrá-la, mantenha o regulador e a mangueira no prazo de validade”.

Conforme o explicado pelo especialista, a preferência entre o gás encanado e o botijão vai quanto a sua finalidade. “Ambos são seguros se utilizados para os devidos fins. A botija é indicada para edificações que utilizem uma quantidade de até 03 botijas de GLP como um todo. Para edificações que ultrapassem a quantidade de 03 botijas de GLP é indicado uma central de gás encanado com afastamentos e aberturas conforme normas do CBMES”.

“Não há diferenças quanto a segurança, se for utilizado nas especificações de cada tipo. Botijas trazem riscos de vazamento por mangueiras velhas, soltas ou rompidas. Gás encanado traz risco de vazamento por estanqueidade inadequada da rede, oxidação dos dutos que provoquem pequenos furos nas tubulações e juntas mal conectadas. Ambos são seguros quando utilizados corretamente. Uma dica é dar manutenção constante independentemente do tipo”, destaca o bombeiro.

Botija para apartamento, pode?

Apesar do uso de botijão de gás em cozinhas brasileiras ser muito comum, as normas do CBMES exigem o encanamento de gás para edificações novas. “Porém, em edificações muito antigas, com aprovação de projeto técnico baseado em legislações de segurança contra incêndios anteriores à proibição da norma atual, ainda é permitido por força do direito adquirido”, destaca Loreto.

O capitão ressalta ainda a importância de redobrar o cuidado em prédios que ainda usem o botijão de gás “Se as edificações antigas não tiverem modificações em projeto são autorizadas a utilizar botijas. Caso seu prédio use botija, não deixe mangueira passar atrás do forno, evite fazer dobraduras na mangueira, mantenha o regulador e a mangueira no prazo de validade. Caso utilize gás encanado, peça ao síndico o laudo de estanqueidade da rede que deve ser realizado anualmente. Em ambos os casos, sempre desligue o regulador quando não estiver utilizando o gás para cocção de alimentos”.

Suspeita de vazamento

Em casos de suspeita de vazamento de gás a primeira medida deve ser fechar a fonte de vazamento, como afirma Loreto. . Ele destacou que se for possível fechar a fonte de vazamento, é o ideal.

Outro teste indicado pelo bombeiro militar é de passar sabão na conexão do botijão com a mangueira, o vazamento é detectado através das bolhas. “Se não souber onde está o vazamento, evacue a edificação e chame o Corpo de Bombeiros. Não utilize celulares, fósforos, isqueiros ou qualquer fonte de ignição quando tiver suspeita de vazamento. Se possível abra portas e janelas e deixe o ambiente arejar”.

O especialista ressalta que gás não tem cheiro, o dor que sentimos é proveniente de um produto chamado Metil-Mercaptana, adicionado ao gás comercializado, para ser um alerta de vazamento de gás.