Pai solo de dois meninos adotados, professor afirma: 'adotar é uma forma de amor, de cuidado'

g1 conversou com Anderson Santos, que é pai de Anthony Gabriel e Alan Miguel. Esta quarta-feira (25) é data na qual se comemora o Dia Nacional da Adoção O professor Anderson ao lado dos filhos, Anthony e Alan Arquivo pessoal "Adotar é uma forma de amor, de cuidado, de carinho, de querer bem". Foi com as palavras acima que o professor Anderson Santos, pai dos meninos Anthony Gabriel, de 5 anos, e Alan Miguel, de 3, definiu o que é adotar. Residente em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, o pai solo dos dois meninos chegou a passar mais de 5 anos na fila de espera antes da chegada do primeiro filho. "Eu fiz toda a habilitação no fórum. Na época, eu procurei a Vara da Infância e Juventude, coloquei meu nome lá e fiz todo o processo, tudo direitinho. Eu fiquei na fila de espera por cinco anos e meio. Anthony veio para mim com 11 meses. Eu fiquei na fila de espera por mais um. E aí veio Alan Miguel, depois de 2 anos e meio, com muitos problemas de saúde, mas eu o adotei com muito carinho. Ele tinha 10 meses", contou o professor. Anderson revelou ao g1 que na família dele existem casos de adoção: "não aquela adoção oficial, mas de pessoas que ajudavam a criar os filhos dos outros". "Quando eu era mais jovem, surgiu um pequeno desejo [de adotar]. Não uma coisa muito grande. Uma vez, visitando uma casa de acolhimento, em outro município, despertou em mim a vontade de querer adotar", lembrou. Anderson mora com os filhos com a mãe Arquivo pessoal O professor decidiu adotar sozinho porque é solteiro, mas conta com a ajuda da mãe cuidar de Anthony e Alan - todos moram juntos. Questionado pelo g1 sobre o tabu da adoção, Anderson foi claro: "nós, cristãos, devemos nos inspirar na figura de São José, esposo de Maria e pai adotivo de Jesus. Esse tabu criado em torno da adoção é um preconceito, não é aceitável. [...] Quero aqui destacar que eu sou muito feliz e faria tudo outra vez, se fosse possível". Durante a entrevista, Anderson disse que "era só Anderson e filho" antes dos meninos chegarem à vida dele. "Eu fui um menino que foi criado só pela figura da mãe. Meu pai nos abandonou. Então, todo o amor que eu tinha para com o meu pai, eu depositei nos meus filhos. Eu sou outro, deixei de só pensar em mim, penso em duas vidas que dependem de mim. Amo mais, trabalho com mais alegria, amadureci mais, tenho mais responsabilidade, não sou mais sozinho. Anderson agora é família, é pai", finalizou. Vídeos de Caruaru e Região

Pai solo de dois meninos adotados, professor afirma: 'adotar é uma forma de amor, de cuidado'

g1 conversou com Anderson Santos, que é pai de Anthony Gabriel e Alan Miguel. Esta quarta-feira (25) é data na qual se comemora o Dia Nacional da Adoção O professor Anderson ao lado dos filhos, Anthony e Alan Arquivo pessoal "Adotar é uma forma de amor, de cuidado, de carinho, de querer bem". Foi com as palavras acima que o professor Anderson Santos, pai dos meninos Anthony Gabriel, de 5 anos, e Alan Miguel, de 3, definiu o que é adotar. Residente em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, o pai solo dos dois meninos chegou a passar mais de 5 anos na fila de espera antes da chegada do primeiro filho. "Eu fiz toda a habilitação no fórum. Na época, eu procurei a Vara da Infância e Juventude, coloquei meu nome lá e fiz todo o processo, tudo direitinho. Eu fiquei na fila de espera por cinco anos e meio. Anthony veio para mim com 11 meses. Eu fiquei na fila de espera por mais um. E aí veio Alan Miguel, depois de 2 anos e meio, com muitos problemas de saúde, mas eu o adotei com muito carinho. Ele tinha 10 meses", contou o professor. Anderson revelou ao g1 que na família dele existem casos de adoção: "não aquela adoção oficial, mas de pessoas que ajudavam a criar os filhos dos outros". "Quando eu era mais jovem, surgiu um pequeno desejo [de adotar]. Não uma coisa muito grande. Uma vez, visitando uma casa de acolhimento, em outro município, despertou em mim a vontade de querer adotar", lembrou. Anderson mora com os filhos com a mãe Arquivo pessoal O professor decidiu adotar sozinho porque é solteiro, mas conta com a ajuda da mãe cuidar de Anthony e Alan - todos moram juntos. Questionado pelo g1 sobre o tabu da adoção, Anderson foi claro: "nós, cristãos, devemos nos inspirar na figura de São José, esposo de Maria e pai adotivo de Jesus. Esse tabu criado em torno da adoção é um preconceito, não é aceitável. [...] Quero aqui destacar que eu sou muito feliz e faria tudo outra vez, se fosse possível". Durante a entrevista, Anderson disse que "era só Anderson e filho" antes dos meninos chegarem à vida dele. "Eu fui um menino que foi criado só pela figura da mãe. Meu pai nos abandonou. Então, todo o amor que eu tinha para com o meu pai, eu depositei nos meus filhos. Eu sou outro, deixei de só pensar em mim, penso em duas vidas que dependem de mim. Amo mais, trabalho com mais alegria, amadureci mais, tenho mais responsabilidade, não sou mais sozinho. Anderson agora é família, é pai", finalizou. Vídeos de Caruaru e Região