Os três cuidados para que a comemoração do 1º de Maio não seja um tiro no pé

O 1º de Maio este ano será realizado na véspera de eleições decisivas para o futuro da nação e dos trabalhadores. Será um ato na defesa dos direitos dos trabalhadores, contra a carestia e pela democracia. Um ato contra os desmandos do governo fascista do Bolsonaro. Se realizará na Praça Charles Miller, em frente ao […] O post Os três cuidados para que a comemoração do 1º de Maio não seja um tiro no pé apareceu primeiro em Hora do Povo.

Os três cuidados para que a comemoração do 1º de Maio não seja um tiro no pé

O 1º de Maio este ano será realizado na véspera de eleições decisivas para o futuro da nação e dos trabalhadores. Será um ato na defesa dos direitos dos trabalhadores, contra a carestia e pela democracia. Um ato contra os desmandos do governo fascista do Bolsonaro. Se realizará na Praça Charles Miller, em frente ao Pacaembu, com a participação de grandes artistas vinculados à luta dos trabalhadores, como Daniela Mercury, Leci Brandão entre outros. Se bem feito, ajudará muito e, se mal feito, atrapalhará horrores.

Cuidado nº 1 – Discutir com a CUT para que não permita que os militantes com a camiseta da CUT vaiem o deputado Paulinho da Força, presidente de honra da segunda maior central, a Força Sindical, que dirige o maior sindicato operário do país, os Metalúrgicos de SP e é presidente do Solidariedade, como lamentavelmente aconteceu no ato das centrais sindicais com o presidente Lula agora em abril, ou quando vaiaram Miguel Torres, presidente da Força, e Patah, presidente da UGT, em ato contra Bolsonaro, realizado no ano passado, na Avenida Paulista, em São Paulo.

Cuidado nº 2 – Solicitar à CUT que militantes com a camiseta da CUT não agridam fisicamente, candidatos concorrentes e seus familiares, particularmente as esposas, como aconteceu com Ciro Gomes no ano passado, já que podemos precisar do seu apoio no 2º turno.

Cuidado nº 3 – Evitar a qualquer custo de desconvidar aliados da luta contra o Bolsonaro, como foi desconvidado o governador Doria, que estava na linha de frente na luta pela vacinação, então, luta de vida ou morte para o povo – já que se trata de um chute na canela do aliado, impróprio para a tradição do movimento sindical.

Enfim: É preciso que o 1º de Maio seja amplo. Ou seja, tem que ser mais amplo que a campanha do Lula. Isto inclui todas as personalidades, candidatos, autoridades públicas e lideranças populares empenhados em derrotar o fascista. Numa palavra, reunir todos que são contra o Bolsonaro, privilegiando, especialmente, as lideranças de centro direita, democráticas e da chamada 3ª via, que precisaremos do apoio no 2º turno e para governar o país.

CARLOS PEREIRA

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