O atestado de milhões! Há 10 anos, torcedor 'abandonava' trabalho para ver o Corinthians na Bombonera

Ex-presidente da Camisa 12, Fabio Fagundes Miranda conseguiu um atestado para ver a final da Libertadores em 2012

O atestado de milhões! Há 10 anos, torcedor 'abandonava' trabalho para ver o Corinthians na Bombonera

+ GALERIA - Onde estão os jogadores do Timão que conquistaram a Libertadores há 10 anos Ao falar sobre sua jornada durante a campanha do histórico título da Libertadores em 2012, ele explicou a mística que possui com o número 12. - Sentia que 2012 seria diferente. Por eu ser da Camisa 12, tenho o estigma desse número, e foi do jeito que a gente queria, campeão invicto em cima do bixo-papão, o time da Libertadores - disse. Ex-presidente da Camisa 12, uma das maiores torcidas organizadas do Timão, Fabio colocou sua paixão pelo clube alvinegro acima de seus interesses profissionais para poder acompanhar o primeiro jogo da final, na Bombonera. Antes de trabalhar como motorista de aplicativo, ele ajudava na manutenção de um shopping em São Paulo. Cansado das piadas e zoações dos rivais sobre o Corinthians não ter Libertadores, ele tinha na cabeça o desejo de apoiar o clube no místico estádio argentino. Com a passagem já comprada para Buenos Aires poucos dias antes do jogo, ele pensou em recorrer a uma velha tática para conseguir 'fugir' do trabalho. - Para poder ir em outros jogos, eu ia no oftalmologista, passava sabonete no olho, e parecia conjuntivite. Já tinha dado esses golpes antes, mas não sabia o que fazer para a final - contou. Foi então que a sua tatuagem e a boa vontade de um médico entraram no caminho e acenderam uma luz para a realização do sonho. - Marquei um ortopedista e falei que estava com problema no joelho. Ele começou a ver o meu joelho e eu gritava sem ter nada na perna. Falava que tinha levado uma pancada jogando bola, sendo que nem bola eu jogo. Ele viu a minha tatuagem do Corinthians e perguntou se eu era corintiano, falei que sim e ele disse que me daria três dias de atestado. Eu aceitei. Tocou no coração dele e ele me deu essa força. Percebi que ele desconfiou pela tatuagem. Acho que ele era corintiano, viu o meu sofrimento e me deu essa exceção - revelou. Já em solo argentino, os perrengues de Fábio não terminaram. O torcedor de 43 anos contou que ele e seus amigos foram hostilizados por argentinos que protestavam na Avenida 9 de Julho. - Alugamos um carro e fomos para a avenida 9 de Julho. Nesse dia estava tendo um protesto de caminhoneiros lá, tudo parado, um caos. A gente tinha que pegar os ingressos com a diretoria do Corinthians perto da 9 da Julho. Passou muitos torcedores argentinos na manifestação, começaram a nos insultar, jogaram latas em nós. Pessoal dos prédios jogaram cadeiras - afirmou. + TABELA - Corinthians passa? Simule o mata-mata da Libertadores

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