Não há registros de casos graves de varíola dos macacos até aqui, diz pesquisadora

À CNN Rádio, Giliane Trindade, que é membro de comitê do Ministério da Ciência e Tecnologia que monitora a doença no Brasil, afirma que é precisa manter vigilância Este conteúdo foi originalmente publicado em Não há registros de casos graves de varíola dos macacos até aqui, diz pesquisadora no site CNN Brasil.

Não há registros de casos graves de varíola dos macacos até aqui, diz pesquisadora

Não há registros, até o momento, de casos graves de varíola dos macacos neste surto que atinge países da Europa, Austrália, Estados Unidos, entre outros, de acordo com a pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais, Giliane Trindade.

Em entrevista à CNN Rádio, ela, que é membro de comitê do Ministério da Ciência e Tecnologia que monitora a doença no Brasil, reforçou que “a amostra do vírus responsável pelo surto é uma das menos virulentas e os casos descritos até agora são de brandos a moderados.”

Embora o Brasil ainda não tenha casos da doença, ela acredita que é uma questão de tempo, “considerando o mundo globalizado e a velocidade com que ele se espalhou na Europa e outros países” e que “certamente precisamos nos manter vigilantes ao que está acontecendo”.

Mesmo assim, ela defende que “não é preciso ter pânico”: “A situação está sob controle, o vírus é de uma transmissão menos facilitada, somente por contato muito próximo, como gotículas de saliva ou material das lesões, para se prevenir, se conhece um indivíduo que passou a manifestar as lesões, é só manter a distância.”

Lavar as mãos com frequência, ressaltou a pesquisadora, também é importante para combater qualquer tipo de infecção viral.

O principal sintoma começa a aparecer no terceiro dia, com as feridas na pele características da doença.

Embora evoluam de forma similar, o monkeypox e a varíola em humanos diferem em um quesito importante: “A diferença está na letalidade que os dois vírus provocam, a varíola tem 30% de letalidade e o monkeypox varia entre 1 e 10%.”

O tratamento, segundo Giliane, é suporte. “Caso a gente comece a registrar a ocorrência de casos, o tratamento será paliativo, que é o que tem sido feito nos outros países”.

Este conteúdo foi originalmente publicado em Não há registros de casos graves de varíola dos macacos até aqui, diz pesquisadora no site CNN Brasil.