Mulher é investigada por crime de injúria racial contra colega de trabalho em agência bancária de Poços de Caldas, MG

Caso teve repercussão na cidade e motivou uma moção de repúdio na Câmara de Vereadores e um protesto em frente ao banco. Caso de injúria racial em banco motiva moção de repúdio na câmara em Poços de Caldas Uma prestadora de serviço do Banco do Brasil, em Poços de Caldas (MG), é investigada pelo crime de injúria racial contra outra mulher que trabalha na mesma agência. O caso teve repercussão na cidade e motivou uma moção de repúdio na Câmara de Vereadores e um protesto em frente ao banco. O caso aconteceu em uma agência que fica no Centro da cidade. "No momento em que aconteceu isso comigo eu me senti muito desamparada, foi uma situação muito triste", disse a auxiliar de serviços gerais Priscila Cristina Martins. Segundo a design de sobrancelas Priscila, ela e uma outra mulher trabalhavam no setor de limpeza do banco. Na última quarta-feira essa outra mulher teria questionado o serviço de Priscila e teria dito que o chão estaria sujo assim como a cor da pele dela. Nesta terça-feira (31), Priscila foi até a Câmara de Vereadores com familiares e amigos onde foram aprovadas uma moção de repúdio aos crescentes casos de racismo no país e uma de solidariedade a todas as vítimas de racismo em Poços de Caldas. O caso de Priscila é investigado pela Polícia Civil. Em nota, o Banco do Brasil disse que o caso ocorreu do lado de fora da agência e que as duas funcionárias são terceirizadas. O banco também disse que não compactua com atos como esse e que a funcionária foi afastada. Caso de injúria racial em agência do Banco do Brasil é investigado em Poços de Caldas Reprodução EPTV Já a empresa que contratou a Priscila e a mulher que teria cometido a injúria racial disse que tomou conhecimento da conduta inadequada da colaboradora e que está apurando o caso para tomar as medidas cabíveis. A empresa disse ainda que repudia quaisquer práticas de discriminação por racismo e desrespeito. Depois das câmara, os manifestantes foram até a porta da agência bancária, onde fizeram um protesto. Membro do Coletivo Negro e do Instituto Chico Rei, em Poços de Caldas, Fábio Junior Fernandes afirma que todas as pessoas vítimas de discriminação racial devem seguir o exemplo de Priscila e denunciar. "É fundamental, talvez eu acho que pela intimidação, medo de perder eu emprego, eu acho que isso deixa as vítimas intimidadas, com medo de se expor e tal. É um direito, elas não têm a obrigação, mas a gente está apoiando essas causas, porque é embasamento legal. A lei 7.716, que é a lei contra o racismo, de 1989, o artigo 140 da Constituição Federal também fala da injúria racial, então de alguma forma existe previsão legal para esses casos", disse o membro do Coletivo Negro. A defesa da mulher suspeita de cometer a injúria racial. "Nós temos que ser respeitados, tanto faz um preto, um branco, um índio, um pardo, independente de qual seja a cor e a raça, nós temos que ser respeitados", completou a auxiliar de serviços gerais Priscila Cristina Martins. VÍDEOS: Veja tudo sobre o Sul de Minas Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

Mulher é investigada por crime de injúria racial contra colega de trabalho em agência bancária de Poços de Caldas, MG

Caso teve repercussão na cidade e motivou uma moção de repúdio na Câmara de Vereadores e um protesto em frente ao banco. Caso de injúria racial em banco motiva moção de repúdio na câmara em Poços de Caldas Uma prestadora de serviço do Banco do Brasil, em Poços de Caldas (MG), é investigada pelo crime de injúria racial contra outra mulher que trabalha na mesma agência. O caso teve repercussão na cidade e motivou uma moção de repúdio na Câmara de Vereadores e um protesto em frente ao banco. O caso aconteceu em uma agência que fica no Centro da cidade. "No momento em que aconteceu isso comigo eu me senti muito desamparada, foi uma situação muito triste", disse a auxiliar de serviços gerais Priscila Cristina Martins. Segundo a design de sobrancelas Priscila, ela e uma outra mulher trabalhavam no setor de limpeza do banco. Na última quarta-feira essa outra mulher teria questionado o serviço de Priscila e teria dito que o chão estaria sujo assim como a cor da pele dela. Nesta terça-feira (31), Priscila foi até a Câmara de Vereadores com familiares e amigos onde foram aprovadas uma moção de repúdio aos crescentes casos de racismo no país e uma de solidariedade a todas as vítimas de racismo em Poços de Caldas. O caso de Priscila é investigado pela Polícia Civil. Em nota, o Banco do Brasil disse que o caso ocorreu do lado de fora da agência e que as duas funcionárias são terceirizadas. O banco também disse que não compactua com atos como esse e que a funcionária foi afastada. Caso de injúria racial em agência do Banco do Brasil é investigado em Poços de Caldas Reprodução EPTV Já a empresa que contratou a Priscila e a mulher que teria cometido a injúria racial disse que tomou conhecimento da conduta inadequada da colaboradora e que está apurando o caso para tomar as medidas cabíveis. A empresa disse ainda que repudia quaisquer práticas de discriminação por racismo e desrespeito. Depois das câmara, os manifestantes foram até a porta da agência bancária, onde fizeram um protesto. Membro do Coletivo Negro e do Instituto Chico Rei, em Poços de Caldas, Fábio Junior Fernandes afirma que todas as pessoas vítimas de discriminação racial devem seguir o exemplo de Priscila e denunciar. "É fundamental, talvez eu acho que pela intimidação, medo de perder eu emprego, eu acho que isso deixa as vítimas intimidadas, com medo de se expor e tal. É um direito, elas não têm a obrigação, mas a gente está apoiando essas causas, porque é embasamento legal. A lei 7.716, que é a lei contra o racismo, de 1989, o artigo 140 da Constituição Federal também fala da injúria racial, então de alguma forma existe previsão legal para esses casos", disse o membro do Coletivo Negro. A defesa da mulher suspeita de cometer a injúria racial. "Nós temos que ser respeitados, tanto faz um preto, um branco, um índio, um pardo, independente de qual seja a cor e a raça, nós temos que ser respeitados", completou a auxiliar de serviços gerais Priscila Cristina Martins. VÍDEOS: Veja tudo sobre o Sul de Minas Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas