Mãe, padastro e tio vão a júri popular pela morte do menino Rhaniel

Um ano após o crime que vitimou Rhaniel Pedro Laurentino da Silva, de 10 anos, os acusados de matarem o menino foram pronunciados pela Justiça e serão julgados por júri popular. Ana Patrícia da Silva Laurentino, mãe de Rhaniel; Vítor de Oliveira Serafim, padrasto; e Wagner de Oliveira Serafim, irmão de Vitor, respondem pelos crimes...

Mãe, padastro e tio vão a júri popular pela morte do menino Rhaniel

Um ano após o crime que vitimou Rhaniel Pedro Laurentino da Silva, de 10 anos, os acusados de matarem o menino foram pronunciados pela Justiça e serão julgados por júri popular. Ana Patrícia da Silva Laurentino, mãe de Rhaniel; Vítor de Oliveira Serafim, padrasto; e Wagner de Oliveira Serafim, irmão de Vitor, respondem pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, estupro de vulnerável e ocultação de cadáver.

De acordo com a decisão, a prisão preventiva do trio está mantida para assegurar a ordem pública, tendo em vista que os delitos foram cometidos com requintes de crueldade. Além disso, segundo o juiz, tudo indica que os réus agiram de forma articulada tanto no cometimento do crime, quanto para atrapalhar as investigações combinando versões e tentando mudar o foco das investigações .

A decisão foi proferida na última segunda-feira (16), pelo juiz Ygor Vieira de Figueirêdo, da 14ª Vara Criminal da Capital.

O caso – O menino Rhaniel desapareceu na manhã do dia 12 de maio de 2021, no Clima Bom, parte alta de Maceió, e foi encontrado morto nas primeiras horas da manhã do dia seguinte, no mesmo bairro. De acordo com a versão da mãe, o menino teria saído de casa para ir ao reforço escolar e desapareceu.

Após verificar câmeras de segurança, a Polícia desconfiou da versão da mãe e as investigações apontaram que o crime ocorreu na madrugada do dia 12 de maio, quando estavam na residência a mãe do menor, Patrícia, e os irmãos Oliveira, e o corpo foi desovado no dia subsequente.

A polícia também afirma que o material genético dos dois homens foi encontrado na cueca do menor, o que indica que ambos vestiram o garoto. A criança ainda apresentava lacerações no ânus e teria sofrido violência sexual com um objeto não determinado.

Para a polícia judiciária, a criança vivia em um ambiente violento, sendo alvo de agressões por parte da mãe. Segundo o delegado Bruno Emílio, titular do inquérito, no celular da mãe do menor foram encontradas mais de 70 buscas na internet sobre crimes contra menores, como homicídios e violência sexual.

Mesmo sem ter confissão de nenhum dos envolvidos, a Polícia afirma não ter dúvida da participação de todos os envolvidos a partir das provas técnicas obtidas e enviadas à justiça.

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