Leve melhora no emprego ainda é insuficiente para animar analistas

Embora os números do desemprego, divulgados nesta manhã em relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tenham ficado abaixo do previsto, o comportamento do cenário macroeconômico tem elevado as taxas de risco do país. A taxa de desocupação do trimestre móvel de agosto a outubro de 2021 ficou em 12,1%.

Leve melhora no emprego ainda é insuficiente para animar analistas

Embora os números do desemprego, divulgados nesta manhã em relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tenham ficado abaixo do previsto, o comportamento do cenário macroeconômico tem elevado as taxas de risco do país. A taxa de desocupação do trimestre móvel de agosto a outubro de 2021 ficou em 12,1%.

Por Redação – de São Paulo

As notícias negativas no front interno deixaram os investidores mais cautelosos com os rumos do mercado de ações, na abertura desta terça-feira. O Ibovespa abriu com leve tendência alta de nesta terça-feira, subindo 0,06% no encerramento dos leilões, aos 105.615 pontos, mas passou a cair após cerca de uma hora de pregão – as 11h15, o índice recuava 0,80%, aos 104.720 pontos, descolado da movimentação do exterior, em dia de pouca liquidez do mercado, por conta do período entre festas.

Desemprego
A falta de empregos atinge os brasileiros em todas as regiões do país

Embora os números do desemprego, divulgados nesta manhã em relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tenham ficado abaixo do previsto, o comportamento do cenário macroeconômico tem elevado as taxas de risco do país. A taxa de desocupação do trimestre móvel de agosto a outubro de 2021 ficou em 12,1%, uma queda de 1,6 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre de maio a julho de 2021 (13,7%), e recuando 2,5 p.p. frente ao mesmo trimestre móvel de 2020 (14,6%).

Assim, a taxa veio melhor do que a esperada, que era de 12,3%, segundo consenso do mercado. Os dados constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE. A população desocupada (12,9 milhões de pessoas) diminuiu 10,4% (menos 1,5 milhão de pessoas) frente ao trimestre terminado em julho (14,4 milhões de pessoas) e caiu 11,3% (menos 1,7 milhão de pessoas) ante ao mesmo trimestre móvel de 2020 (14,6 milhões de desocupados).

Comunicado

A população ocupada (94,0 milhões de pessoas) cresceu 3,6% (3,3 milhões de pessoas) frente ao trimestre anterior e subiu 10,2% (8,7 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2020. O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 54,6%, subindo 1,8 p.p. frente ao trimestre de maio a julho de 2021 (52,8%) e de 4,6 p.p. frente ao mesmo período do ano anterior (50,0%), segundo o relatório do IBGE.

“Essa queda na taxa de desocupação está relacionada ao crescimento da ocupação, como já vinha acontecendo nos meses anteriores”, afirmou, em comunicado, a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy. O aumento no número de ocupados ocorreu em seis dos dez grupamentos de atividades, “a exemplo do comércio, da indústria e dos serviços de alojamento e alimentação”, acrescentou.

Com esse crescimento, o nível de ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, subiu para 54,6%, o maior desde o trimestre encerrado em abril do ano passado.

Lado negativo

Para a XP Investimentos, a recuperação do mercado de trabalho continua no caminho certo, mas, do lado negativo, o salário real médio diminui pelo quinto mês consecutivo.

“Inflação elevada, ampla capacidade ociosa no mercado de trabalho e mudanças significativas na composição da população ocupada total (proporção crescente de empregos informais, que recebem rendimentos médios mais baixos) são as razões para os baixos níveis de rendimento médio real”, escreveu a equipe XP Macro.

“O indicador está em aproximadamente 5,5% abaixo da marca pré-pandêmica, de acordo com nossas estimativas”, resumiu a nota.