Idosos centenários comemoram mais um Natal em RR: 'fica mais alegre', 'é um milagre para nós'

O dia 25 de dezembro é marcado por comemorações e os idosos, José Paulino e Ernest Hardy, vão comemorar a data pela centésima vez em Boa Vista. Conheça a história de pessoas que estarão celebrando o 100º Natal em RR O dia 25 de dezembro é marcado por muitas comemorações e os centenários, José Paulino e Ernest Hardy, que têm historias o suficiente pra escreverem um livro, comemoram neste sábado (25), o 100° Natal. Segundo Erlandia Paulino, filha de José, o idoso sempre gostou da data e se emociona quando encontra toda a família: "Fica mais alegre, mas muito emocionado, chora". Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram Aos 100 anos, José tem 84 netos, 117 bisnetos e 60 tataranetos. Para a família, comemorar a data "é uma felicidade imensa" e com 100 anos ele ainda é um "bebezão". "É bom, é tudo, festa, comida, tudo é bom. Eu gosto de todo mundo", contou o centenário José. José Paulino e Ernest Hardy, vão comemorar a data pela centésima vez em Boa Vista. Rede Amazônica/Reprodução Já na casa de Ernest Hardy, um ex-combatente da Segunda Guerra Mundial, a celebração sempre foi mais tradicional. Por conta da idade, o idoso tem dificuldades de audição e sua filha mais nova, Darell Hardy, é quem conta que a família costumava enfeitar uma árvore natural. "A nossa árvore era uma árvore tradicional, era uma árvore natural que nós pegávamos no lavrado chamado Timbó e minha mãe montava em forma de um pinheiro e nós todos, irmãos, mãe, pai, todos juntos montávamos a nossa árvore", relembra. Natural de Manchester, na Inglaterra, Ernest completou 100 anos em Boa Vista, onde mora há 52 anos. Ele, inclusive, recebeu uma carta da rainha da Inglaterra, Elizabeth II, em parabenização ao centenário, em junho deste ano. Além da decoração natalina, a família Hardy produzia um bolo de natal chamado de Black Cake, composto por todas as frutas cristianizadas. "Também aproveitamos o que a região nos oferecia, que era o caju. Então, fazíamos suco de caju, o doce do caju que é uma das frutas prediletas até do papai e que ele passou para nós também", contou Darell. Neste ano, a família fez um vídeo especial para comemorar o 100° Natal de Ernest e para Darell, o pai é um milagre. "Eu sempre digo que meu pai é um milagre para nós, porque poxa, meu pai veio da guerra, teve que conviver, lutar por muitas coisas sozinho, veio para um país que ele não sabia a língua, mas ele sempre foi uma pessoa que me inspirou, porque ele sempre superou tudo isso". Ernest se alistou ao exército britânico assim que completou 18 anos em 1939, mesmo período em que iniciou o conflito militar. Segundo Darell, após o fim da guerra, a Inglaterra ficou devastada e por esse motivo, os militares foram incentivados a buscar outros países para recomeçarem a vida. LEIA TAMBÉM: Ex-combatente da 2ª Guerra completa 100 anos em RR e recebe carta da rainha da Inglaterra Em junho desse ano, Darell contou ao g1 que, após a guerra, o pai foi embora para a Guiana Inglesa onde conheceu a esposa Juanita, uma indígena da etnia Wapichana, filha de uma indígena com um estrangeiro, que estava no país para estudar. Com o passar do tempo, o casal veio morar em Boa Vista. Em 1979, o casal fundou a Fisk, uma franquia de escola de inglês na própria casa. Para a filha, Ernest já viveu muito natais e esse será mais um comemorado com alegria. "As vezes eu olho pra ele e fico imaginando, realmente, quantos natais [ele viveu]. Pode ser que ele tenha tido natais maravilhosos, outros natais sozinhos né. Mas graças a Deus estamos aqui e ele conosco. E sempre com muita alegria, sempre com muita alegria", afirmou a filha. Leia outras noticias do estado no g1 Roraima

Idosos centenários comemoram mais um Natal em RR: 'fica mais alegre', 'é um milagre para nós'

O dia 25 de dezembro é marcado por comemorações e os idosos, José Paulino e Ernest Hardy, vão comemorar a data pela centésima vez em Boa Vista. Conheça a história de pessoas que estarão celebrando o 100º Natal em RR O dia 25 de dezembro é marcado por muitas comemorações e os centenários, José Paulino e Ernest Hardy, que têm historias o suficiente pra escreverem um livro, comemoram neste sábado (25), o 100° Natal. Segundo Erlandia Paulino, filha de José, o idoso sempre gostou da data e se emociona quando encontra toda a família: "Fica mais alegre, mas muito emocionado, chora". Compartilhe esta notícia no WhatsApp Compartilhe esta notícia no Telegram Aos 100 anos, José tem 84 netos, 117 bisnetos e 60 tataranetos. Para a família, comemorar a data "é uma felicidade imensa" e com 100 anos ele ainda é um "bebezão". "É bom, é tudo, festa, comida, tudo é bom. Eu gosto de todo mundo", contou o centenário José. José Paulino e Ernest Hardy, vão comemorar a data pela centésima vez em Boa Vista. Rede Amazônica/Reprodução Já na casa de Ernest Hardy, um ex-combatente da Segunda Guerra Mundial, a celebração sempre foi mais tradicional. Por conta da idade, o idoso tem dificuldades de audição e sua filha mais nova, Darell Hardy, é quem conta que a família costumava enfeitar uma árvore natural. "A nossa árvore era uma árvore tradicional, era uma árvore natural que nós pegávamos no lavrado chamado Timbó e minha mãe montava em forma de um pinheiro e nós todos, irmãos, mãe, pai, todos juntos montávamos a nossa árvore", relembra. Natural de Manchester, na Inglaterra, Ernest completou 100 anos em Boa Vista, onde mora há 52 anos. Ele, inclusive, recebeu uma carta da rainha da Inglaterra, Elizabeth II, em parabenização ao centenário, em junho deste ano. Além da decoração natalina, a família Hardy produzia um bolo de natal chamado de Black Cake, composto por todas as frutas cristianizadas. "Também aproveitamos o que a região nos oferecia, que era o caju. Então, fazíamos suco de caju, o doce do caju que é uma das frutas prediletas até do papai e que ele passou para nós também", contou Darell. Neste ano, a família fez um vídeo especial para comemorar o 100° Natal de Ernest e para Darell, o pai é um milagre. "Eu sempre digo que meu pai é um milagre para nós, porque poxa, meu pai veio da guerra, teve que conviver, lutar por muitas coisas sozinho, veio para um país que ele não sabia a língua, mas ele sempre foi uma pessoa que me inspirou, porque ele sempre superou tudo isso". Ernest se alistou ao exército britânico assim que completou 18 anos em 1939, mesmo período em que iniciou o conflito militar. Segundo Darell, após o fim da guerra, a Inglaterra ficou devastada e por esse motivo, os militares foram incentivados a buscar outros países para recomeçarem a vida. LEIA TAMBÉM: Ex-combatente da 2ª Guerra completa 100 anos em RR e recebe carta da rainha da Inglaterra Em junho desse ano, Darell contou ao g1 que, após a guerra, o pai foi embora para a Guiana Inglesa onde conheceu a esposa Juanita, uma indígena da etnia Wapichana, filha de uma indígena com um estrangeiro, que estava no país para estudar. Com o passar do tempo, o casal veio morar em Boa Vista. Em 1979, o casal fundou a Fisk, uma franquia de escola de inglês na própria casa. Para a filha, Ernest já viveu muito natais e esse será mais um comemorado com alegria. "As vezes eu olho pra ele e fico imaginando, realmente, quantos natais [ele viveu]. Pode ser que ele tenha tido natais maravilhosos, outros natais sozinhos né. Mas graças a Deus estamos aqui e ele conosco. E sempre com muita alegria, sempre com muita alegria", afirmou a filha. Leia outras noticias do estado no g1 Roraima