Hacker alega ter roubado da polícia de Xangai registros de 1 bilhão de chineses

Internauta se identificou como "ChinaDan" e postou no fórum de hackers oferecendo os dados por 10 bitcoins, o equivalente a US$ 200 mil (cerca de R$ 1 milhão). Moradores relataram preocupação nas redes sociais. Moradores de Xangai Hector Retamal/ AFP Um hacker alegou ter obtido informações pessoais da polícia de Xangai sobre um bilhão de chineses, o que especialistas em tecnologia dizem que, se for verdade, seria uma das maiores violações de dados da história. O internauta anônimo, identificado como "ChinaDan", postou no fórum de hackers Breach Forums na semana passada oferecendo a venda de mais de 23 terabytes (TB) de dados por 10 bitcoins, o equivalente a US$ 200 mil (cerca de R$ 1 milhão). TikTok remove 20 milhões de contas por suspeita de serem de menores de 13 anos "Em 2022, o banco de dados da Polícia Nacional de Xangai (SHGA) vazou. Esse banco de dados contém muitos TB de dados e informações sobre bilhões de cidadãos chineses", disse o post. “Os bancos de dados contêm informações sobre 1 bilhão de residentes nacionais chineses e vários bilhões de registros de casos, incluindo: nome, endereço, local de nascimento, número de identidade nacional, número de celular, todos os detalhes do crime/caso”. A Reuters não conseguiu verificar a autenticidade da postagem e nem contato com ChinaDan. O governo de Xangai e o departamento de polícia não comentaram sobre o caso. Preocupação A postagem foi amplamente discutida nas plataformas de mídia social chinesas Weibo e WeChat no fim de semana. Usuários afirmaram que estavam preocupados e a hashtag "vazamento de dados" chegou até ser bloqueada no Weibo na tarde de domingo (3). Kendra Schaefer, chefe de pesquisa de políticas de tecnologia da consultoria Trivium China, com sede em Pequim, afirmou em um post no Twitter que era "difícil analisar a verdade a partir de boatos". Se o material que o hacker alegou ter vindo do Ministério da Segurança Pública, seria ruim por "várias razões", disse Schaefer. "Obviamente, seria uma das maiores e piores violações da história", disse ela. Zhao Changpeng, CEO da Binance, afirmou que a corretora de criptomoedas intensificou os processos de verificação de usuários depois que a inteligência de ameaças detectou a venda de registros pertencentes a 1 bilhão de residentes de um país asiático na dark web. Ele disse ainda no Twitter que um vazamento poderia ter acontecido devido a "um bug em uma implantação do Elastic Search por uma agência (do governo)", sem dizer se estava se referindo ao caso da polícia de Xangai. A alegação de um hack ocorre quando a China prometeu melhorar a proteção da privacidade de dados de usuários online, instruindo seus gigantes de tecnologia a garantir um armazenamento mais seguro após reclamações públicas sobre má gestão e uso indevido. No ano passado, a China aprovou novas leis que regem como as informações pessoais e os dados gerados dentro de suas fronteiras devem ser tratados.

Hacker alega ter roubado da polícia de Xangai registros de 1 bilhão de chineses

Internauta se identificou como "ChinaDan" e postou no fórum de hackers oferecendo os dados por 10 bitcoins, o equivalente a US$ 200 mil (cerca de R$ 1 milhão). Moradores relataram preocupação nas redes sociais. Moradores de Xangai Hector Retamal/ AFP Um hacker alegou ter obtido informações pessoais da polícia de Xangai sobre um bilhão de chineses, o que especialistas em tecnologia dizem que, se for verdade, seria uma das maiores violações de dados da história. O internauta anônimo, identificado como "ChinaDan", postou no fórum de hackers Breach Forums na semana passada oferecendo a venda de mais de 23 terabytes (TB) de dados por 10 bitcoins, o equivalente a US$ 200 mil (cerca de R$ 1 milhão). TikTok remove 20 milhões de contas por suspeita de serem de menores de 13 anos "Em 2022, o banco de dados da Polícia Nacional de Xangai (SHGA) vazou. Esse banco de dados contém muitos TB de dados e informações sobre bilhões de cidadãos chineses", disse o post. “Os bancos de dados contêm informações sobre 1 bilhão de residentes nacionais chineses e vários bilhões de registros de casos, incluindo: nome, endereço, local de nascimento, número de identidade nacional, número de celular, todos os detalhes do crime/caso”. A Reuters não conseguiu verificar a autenticidade da postagem e nem contato com ChinaDan. O governo de Xangai e o departamento de polícia não comentaram sobre o caso. Preocupação A postagem foi amplamente discutida nas plataformas de mídia social chinesas Weibo e WeChat no fim de semana. Usuários afirmaram que estavam preocupados e a hashtag "vazamento de dados" chegou até ser bloqueada no Weibo na tarde de domingo (3). Kendra Schaefer, chefe de pesquisa de políticas de tecnologia da consultoria Trivium China, com sede em Pequim, afirmou em um post no Twitter que era "difícil analisar a verdade a partir de boatos". Se o material que o hacker alegou ter vindo do Ministério da Segurança Pública, seria ruim por "várias razões", disse Schaefer. "Obviamente, seria uma das maiores e piores violações da história", disse ela. Zhao Changpeng, CEO da Binance, afirmou que a corretora de criptomoedas intensificou os processos de verificação de usuários depois que a inteligência de ameaças detectou a venda de registros pertencentes a 1 bilhão de residentes de um país asiático na dark web. Ele disse ainda no Twitter que um vazamento poderia ter acontecido devido a "um bug em uma implantação do Elastic Search por uma agência (do governo)", sem dizer se estava se referindo ao caso da polícia de Xangai. A alegação de um hack ocorre quando a China prometeu melhorar a proteção da privacidade de dados de usuários online, instruindo seus gigantes de tecnologia a garantir um armazenamento mais seguro após reclamações públicas sobre má gestão e uso indevido. No ano passado, a China aprovou novas leis que regem como as informações pessoais e os dados gerados dentro de suas fronteiras devem ser tratados.