Governador diz que Bahia tem 19 cidades com comunidades embaixo d'água

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), determinou neste sábado (25) a instalação de uma base de apoio em Ilhéus para auxiliar as operações de apoio aos municípios afetados pelas chuvas que atingem o sul e sudeste do estado nos últimos dias. Ao menos 19 cidades estão sendo atingidas e 66 continuam em estado de emergência desde que fortes chuvas começaram a atingir o sul da Bahia neste mês deixando inúmeros desabrigados e desalojados e 17 mortos. "Temos 19 cidades com várias comunidades embaixo d'água. A base de apoio está montada em Ilhéus e já começa a receber apoio dos governos do Maranhão, Espírito Santo e Minas Gerais, além do Ministério da Cidadania. A prioridade neste momento é retirar todas as pessoas das áreas de riscos, restabelecer serviços e abrir estradas", declarou Costa. Na manhã deste Natal, o governador se reuniu com secretários, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros elaborou medidas para recuperar serviços essenciais que foram afetados. Costa também falou por telefone com o ministro da cidadania, João Roma, que disponibilizou a estrutura do Governo Federal para auxiliar nas ações pelo estado. Desde a última quinta-feira (23), prefeituras de várias cidades vêm alertando para o aumento no nível dos rios. Na sexta (24), alguns municípios voltaram a registrar alagamentos e interdições. Em alguns locais, moradores precisaram se locomover usando barcos. Com isso, subiram os números de desabrigados e desalojados. Até a véspera do Natal, a Sudec (Superintendência de Proteção e Defesa Civil do Estado) e as prefeituras dos municípios atingidos contabilizaram 4.185 desabrigados e 11.260 desalojados. Todos tiveram de deixar suas casas, mas, no caso dos desabrigados, os cidadãos necessitam de assistência do governo para ter uma moradia temporária. O número de feridos subiu para 286 e a população total atingida chega a 378.286. Desde o início do mês, 17 pessoas morreram em decorrência dos estragos causados pelas tempestades. As enchentes que atingem o sul baiano desde meados de dezembro -e que também foram registradas no norte de Minas Gerais- foram provocadas por um ciclone extratropical formado na costa sul do país -o volume de chuvas chegou a 450 mm em Itamaraju. De acordo com o prefeito de Camacan, Paulo do Gás (Podemos), estas são as piores inundações dos últimos 35 anos. Em Medeiros Neto, o avanço das águas dos rios Água Fria e Itanhém começou no início da semana. Na sexta, o centro da cidade ficou inundado e moradores usaram canoas para atravessar as ruas. Outros municípios, como Ilhéus, Conceição do Jacuípe, Feira de Santana, Pedrão e Eunápolis, também registraram inundações na véspera de Natal. Em Ilhéus, de acordo com o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), a previsão é de chuvas com volume total de 105 milímetros até este domingo (26). Em comunicado, a Prefeitura de Eunápolis informou que "a Defesa Civil está acompanhando e monitorando áreas de risco; maquinários têm sido usado para o escoamento das águas; canos e tubulações foram destinados para vazão do acúmulo de água na Lagoa do Vivendas Costa Azul, e em outros locais da cidade". "Ninguém imaginava um Natal nestas condições climáticas", disse a prefeita Cordelia Torres (DEM-BA). Em Amargosa, no centro-sul do estado, as chuvas também elevaram o nível dos rios e represas. "A força da água, ninguém imagina. Algumas comunidades estão sem possibilidade de acesso", relatou o prefeito Júlio Pinheiro (PT-BA). Ainda segundo ele, uma família com sete crianças conseguiu escapar ilesa depois que a casa onde moravam na comunidade do Julião desmoronou. Alguns moradores da região de Pancada no Ribeirão, zona rural da cidade, registraram o grande volume de água do Rio Ribeirão. Em Ibitupa e Ibicuí as chuvas também deixaram estradas inundadas e há interdições em alguns trechos, como mostram registros compartilhados nas redes sociais. Na sexta, o tráfego de veículos foi liberado na ponte que dá acesso a Prado, na BA-001. A recomposição da cabeceira da ponte, que rompeu há duas semanas devido às chuvas, ainda está em andamento. Outra rodovia que sofreu com as chuvas na sexta foi a BR-489. A pista foi interditada no quilômetro 2, entre Itamaraju e Prado, foi interditado devido ao grande volume de água. VEJA OS MUNICÍPIOS EM SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA NA BAHIA:Alcobaça Amargosa Amélia Rodrigues Anagé Andaraí Apuarema Baixa Grande Belmonte Boa Vista do Tupim Camacan Canavieiras Caravelas Cocos Conceição do Almeida Encruzilhada Eunápolis Guaratinga Iaçu Ibicuí Ibirapuã Iguaí Ilhéus Ipiaú Itabela Itaberaba Itabuna Itacaré Itagimirim Itajuípe Itamaraju Itambé Itanhém Itapé Itapebi Itapetinga Itaquara Itarantim Jaguaquara Jequié Jiquiriçá Jucuruçu Laje Lajedão Lençóis Macarani Maragogipe Marcionílio de Souza Mascote Medeiros Neto Mucugê Mucuri Mundo Novo Mutuípe Nova Viçosa Novo Horizonte Porto Seguro Prado Ribeira do Pombal Ruy Barbosa Santa Cruz Cabrália Teixeira de Freita

Governador diz que Bahia tem 19 cidades com comunidades embaixo d'água

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), determinou neste sábado (25) a instalação de uma base de apoio em Ilhéus para auxiliar as operações de apoio aos municípios afetados pelas chuvas que atingem o sul e sudeste do estado nos últimos dias.

Ao menos 19 cidades estão sendo atingidas e 66 continuam em estado de emergência desde que fortes chuvas começaram a atingir o sul da Bahia neste mês deixando inúmeros desabrigados e desalojados e 17 mortos.

"Temos 19 cidades com várias comunidades embaixo d'água. A base de apoio está montada em Ilhéus e já começa a receber apoio dos governos do Maranhão, Espírito Santo e Minas Gerais, além do Ministério da Cidadania. A prioridade neste momento é retirar todas as pessoas das áreas de riscos, restabelecer serviços e abrir estradas", declarou Costa.

Na manhã deste Natal, o governador se reuniu com secretários, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros elaborou medidas para recuperar serviços essenciais que foram afetados. Costa também falou por telefone com o ministro da cidadania, João Roma, que disponibilizou a estrutura do Governo Federal para auxiliar nas ações pelo estado.

Desde a última quinta-feira (23), prefeituras de várias cidades vêm alertando para o aumento no nível dos rios. Na sexta (24), alguns municípios voltaram a registrar alagamentos e interdições. Em alguns locais, moradores precisaram se locomover usando barcos.

Com isso, subiram os números de desabrigados e desalojados. Até a véspera do Natal, a Sudec (Superintendência de Proteção e Defesa Civil do Estado) e as prefeituras dos municípios atingidos contabilizaram 4.185 desabrigados e 11.260 desalojados. Todos tiveram de deixar suas casas, mas, no caso dos desabrigados, os cidadãos necessitam de assistência do governo para ter uma moradia temporária.

O número de feridos subiu para 286 e a população total atingida chega a 378.286. Desde o início do mês, 17 pessoas morreram em decorrência dos estragos causados pelas tempestades.

As enchentes que atingem o sul baiano desde meados de dezembro -e que também foram registradas no norte de Minas Gerais- foram provocadas por um ciclone extratropical formado na costa sul do país -o volume de chuvas chegou a 450 mm em Itamaraju. De acordo com o prefeito de Camacan, Paulo do Gás (Podemos), estas são as piores inundações dos últimos 35 anos.

Em Medeiros Neto, o avanço das águas dos rios Água Fria e Itanhém começou no início da semana. Na sexta, o centro da cidade ficou inundado e moradores usaram canoas para atravessar as ruas. Outros municípios, como Ilhéus, Conceição do Jacuípe, Feira de Santana, Pedrão e Eunápolis, também registraram inundações na véspera de Natal.

Em Ilhéus, de acordo com o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), a previsão é de chuvas com volume total de 105 milímetros até este domingo (26).

Em comunicado, a Prefeitura de Eunápolis informou que "a Defesa Civil está acompanhando e monitorando áreas de risco; maquinários têm sido usado para o escoamento das águas; canos e tubulações foram destinados para vazão do acúmulo de água na Lagoa do Vivendas Costa Azul, e em outros locais da cidade".

"Ninguém imaginava um Natal nestas condições climáticas", disse a prefeita Cordelia Torres (DEM-BA).

Em Amargosa, no centro-sul do estado, as chuvas também elevaram o nível dos rios e represas. "A força da água, ninguém imagina. Algumas comunidades estão sem possibilidade de acesso", relatou o prefeito Júlio Pinheiro (PT-BA).

Ainda segundo ele, uma família com sete crianças conseguiu escapar ilesa depois que a casa onde moravam na comunidade do Julião desmoronou. Alguns moradores da região de Pancada no Ribeirão, zona rural da cidade, registraram o grande volume de água do Rio Ribeirão.

Em Ibitupa e Ibicuí as chuvas também deixaram estradas inundadas e há interdições em alguns trechos, como mostram registros compartilhados nas redes sociais.

Na sexta, o tráfego de veículos foi liberado na ponte que dá acesso a Prado, na BA-001. A recomposição da cabeceira da ponte, que rompeu há duas semanas devido às chuvas, ainda está em andamento. Outra rodovia que sofreu com as chuvas na sexta foi a BR-489. A pista foi interditada no quilômetro 2, entre Itamaraju e Prado, foi interditado devido ao grande volume de água.

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