Geladeiras quebradas viram bibliotecas em Alfredo Chaves, professora idealiza o projeto

Já pensou chegar a uma comunidade e se deparar com uma geladeira repleta de livros para você pegar emprestado e ler? Para incentivar o hábito da leitura em crianças, adolescentes e jovens, a professora de História, Joana Francisco da Penha, de 45 anos, teve a ideia de transformar cinco geladeiras quebradas em bibliotecas comunitárias e ... O post Geladeiras quebradas viram bibliotecas em Alfredo Chaves, professora idealiza o projeto apareceu primeiro em Jornal Espírito Santo Notícias.

Geladeiras quebradas viram bibliotecas em Alfredo Chaves, professora idealiza o projeto

Já pensou chegar a uma comunidade e se deparar com uma geladeira repleta de livros para você pegar emprestado e ler?

Para incentivar o hábito da leitura em crianças, adolescentes e jovens, a professora de História, Joana Francisco da Penha, de 45 anos, teve a ideia de transformar cinco geladeiras quebradas em bibliotecas comunitárias e instalá-las em regiões em situação de vulnerabilidade social em Alfredo Chaves, Sul do Estado.

Segundo Joana, o projeto “Geladeiras Literárias” nasceu dentro de uma organização civil voltada para as questões sociais que envolvem a comunidade negra do município fundada em 2018, a AfroChaves, onde ela é presidente.

“Ganhamos um prêmio do Governo Federal por meio de um edital de Pontinho de Memória. Com este prêmio estamos executando oficinas de leitura uma vez por mês e ainda reformamos essas geladeiras e ainda mandamos plotar todas com desenhos que remetem a África, a personagens pretos e frases de militância”, enfatizou.

As geladeiras, recebidas em doações de moradores da cidade, foram colocadas no bairro Macrina, onde a Afrochaves é sediada, em bairros vizinhos, no estacionamento de um supermercado, na calçada de uma oficina e na Estação de Mathilde, importante patrimônio histórico de Alfredo Chaves.

De acordo com a educadora, mais de 2500 obras fazem parte do acervo do projeto “Geladeira Literárias”. Para isso, ela conta com títulos, também doados, que vão de clássicos da literatura aos gibis.

“Conseguimos muitos livros E só temos a agradecer quem nos apoiou. Precisamos agradecer também a todos os membros e apoiadores da AfroChaves que não mediram esforços para tudo isso acontecer”, disse.

Para ela, essa é uma forma de contribuir com o futuro das crianças e também ajudar os pais na educação de seus filhos.

“É muito gratificante esse trabalho. A ideia é essa: incentivar a leitura, a cultura, a informação. A gente espera que, com este contato com a leitura, eles possam criar objetivos de vida. E a minha felicidade maior e contribuir para o enriquecimento cultural do bairro Macrina”, revelou ela emocionada.

A pedagoga Lanna Roberta dos Santos, 30 anos, tem três filhos e revelou que está orgulhosa por poder ver um projeto igual a esse.

“Tem uma geladeira perto da minha casa e toda vez que a vejo, me sinto feliz e orgulhosa. É projeto muito legal, que ajuda as pessoas a evoluírem por meio do conhecimento”.

Quem quiser pegar um livro nas geladeiras do projeto é só ir até um dos pontos onde elas estão instaladas, escolher o título e levar de graça.

Oficinas de leitura para crianças uma vez por mês

“ContARTE – Contando história com arte”. Reproduzido do Instagram da Afrochaves

Além do trabalho no projeto “Geladeiras Literárias”, a professora de História Joana Francisco da Penha revelou que a AfroChaves, a organização onde ela é presidente, realiza uma vez por mês, sempre na parte da tarde de sábado, uma oficina literária no Barracão de São Benedito do bairro Macrina, a “ContARTE – Contando história com arte”.

“Uma vez por mês realizamos uma oficina de leitura com as crianças. Sempre temos uma temática, são duas horas de ‘contação’ de histórias, brincadeiras, dinâmicas, musiquinhas. Já tivemos sobre Carnaval, Páscoa, Mulher Negra e agora vamos trabalhar o tema ‘O que a escravidão aboliu?’”.

Bairrista, Joana disse que sempre a oficina traz para os encontros temas da própria comunidade.

“Já trabalhamos personalidades do bairro. É importante eles saberem sobre ancestrais do lugar de onde eles vivem. O passado deve ser preservado”, revelou.

Com poucos meses em funcionamento, os resultados já são mensuráveis, segundo ela.

“Pesamos que o retorno social desses projetos literários é imenso. A partir das rodas de leitura, estamos desenvolvendo novos leitores e, como consequência, a criança apresentará melhoria na escola, na vida”, complementou a educadora.

A atendente Willineya Pina, de 33 anos, revelou que admira o projeto.

“Minha filha amou participar junto com as outras crianças. Iremos mais vezes com certeza. Parabéns pelo trabalho de todos os envolvidos”.

Fonte: Reprodução A Tribuna/ Fotos e texto

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