“Fixava seu olhar no outro com genuíno interesse e desejo de contribuir”

A frase dita pela cunhada Marlise Dussin Bampi fala muito sobre o professor e primeiro diretor da UCS Farroupilha

“Fixava seu olhar no outro com genuíno interesse e desejo de contribuir”

Raul Bampi, o primeiro diretor da unidade de Farroupilha da Universidade de Caxias do Sul (UCS), implantada por aqui em 1993, faleceu em 29 de junho, em decorrência de um câncer, aos 77 anos de idade.

Bampi fez parte do grupo de professores da instituição por 35 anos e na ocasião dos 25 anos do campus Farroupilha, em 2018, declarou: “Existem fatos, pessoas e instituições que, às vezes, marcam nossas vidas. A minha foi indelevelmente marcada pela UCS: em 1968 ingressei como aluno; em 1973 graduei-me em Matemática e em 1975 fui contratado como professor. Na verdade, minha família toda buscou sua formação na Universidade de Caxias do Sul: minha esposa completou Licenciatura em Ciências e, mais tarde, meus três filhos formaram-se em Administração, em Moda e Estilo e em Medicina”.

“Ele foi um professor e um gestor extremamente dedicado e visionário. Uma pessoa ímpar, que fará muita falta para todos que o conheceram”, comentou Fernanda Francischini Schmitz, a atual diretora do Campus Farroupilha da UCS.

Ainda em 2018, o auditório da instituição no município recebeu seu nome. Bampi também foi vereador em Farroupilha nos anos de 1997 a 2000.

No âmbito pessoal, as palavras da cunhada, Marlise Dussin Bampi, dão a ideia sobre o homem que era para quem não o conhecia. “Deixo a minha impressão a respeito desta pessoa que, de verdade, posso chamar de SER HUMANO! Um homem que em sua retidão, privilegiou o trabalho e a família, sempre! Com valores inegociáveis, justo, honesto, na minha sensível observação, o maior legado que deixa é o RESPEITO a todo e qualquer ser humano.

Com muita presença e empatia, fixava seu olhar no outro com genuíno interesse e desejo de contribuir, com equilíbrio. E quando digo com equilíbrio quero manifestar mais uma vez o respeito que ele tinha pelo tempo, desejo, ritmo do outro. Sem dúvida é uma perda irreparável, pois sua presença, onde quer que fosse, era carregada de uma simpatia e de um sorriso feliz por ´estar na presença ´ do outro.

Ele fazia quem estivesse à sua frente, se sentir genuinamente especial, único e importante! Ele vai fazer muita falta na família e para o mundo! Sempre festivo e alegre, com seu jeito sereno e leve de ser, marcava presença e deixará memórias lindas, mesmo que em poucos contatos.

Um cunhado, irmão, pai, esposo, professor, diretor, colega de trabalho muito amado e respeitado! Exatamente o que ele oferecia ao outro: amor e respeito! Este é o resultado, é a recompensa de tudo que plantou e viveu na vida! Tem legado maior? ”.