Disparada no preço dos alimentos gera críticas e cenoura vira ‘meme’

Segundo Matheus Peçanha, pesquisador e economista do FGV IBRE, a lavoura de curto prazo tem sofrido muito desde o ano passado com problemas climáticos, saindo de uma seca histórica e generalizada, em consequência do fenômeno climático La Niña, para problemas de chuvas excessivas no Sudeste e secas localizadas no Centro-Oeste.

Disparada no preço dos alimentos gera críticas e cenoura vira ‘meme’

Segundo Matheus Peçanha, pesquisador e economista do FGV IBRE, a lavoura de curto prazo tem sofrido muito desde o ano passado com problemas climáticos, saindo de uma seca histórica e generalizada, em consequência do fenômeno climático La Niña, para problemas de chuvas excessivas no Sudeste e secas localizadas no Centro-Oeste.

Por Redação – de São Paulo

Levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Ibre), divulgado nesta quinta-feira, apurou que a inflação dos 31 itens hortifrutigranjeiros que integram o quadro pesquisado acumulou alta de 24,35% nos últimos 12 meses. A liderança ficou por conta das hortaliças e legumes, que aumentaram em média 31,43% no período, seguido pelas frutas, com reajuste médio de 10,87%. O aumento foi quase o triplo da inflação média apurada pelo IPC-10/FGV (9,2%).

O aumento já está presente em ‘memes’ nas redes sociais e nas conversas casuais de todos os brasileiros: um exemplo é a cenoura, que teve seu preço mais que dobrado nos últimos 12 meses (aumento de 121,18%). Na lista dos 10 itens mais inflacionados, apenas um teve reajuste menor que 20%: cenoura (121,18%), maracujá (62,61%), mamão papaya (61,67%), tomate (55,87%), pimentão (46,29%), repolho (36,05%), melancia (34,2%), aipim / mandioca (27,26%), alface (26,2%) e o coentro (19,53%).

Fenômeno

Na outra ponta, apenas cinco frutas conseguiram driblar a situação e apresentar um recuo em seu preço nesse período: morango (-1,39%), maçã (-4,12%), tangerina / mexerica (-5,99%), banana d’água ou nanica (-7,85%) e limão (-10,05%).

Segundo Matheus Peçanha, pesquisador e economista do FGV IBRE, a lavoura de curto prazo tem sofrido muito desde o ano passado com problemas climáticos, saindo de uma seca histórica e generalizada, em consequência do fenômeno climático La Niña, para problemas de chuvas excessivas no Sudeste e secas localizadas no Centro-Oeste.

— O acúmulo desses choques de oferta foi determinante na escalada atual do preço dos hortifrutis. O problema do excesso de chuva na região da mata mineira e no Espírito Santo, áreas que contribuíram com metade da produção nacional de cenoura, foi o que mais impactou pra encontrarmos esse item a um preço tão alto atualmente — completou Peçanha.