Criança de 1 ano é transferida de Valadares para BH com sequelas graves causadas pela Covid

Menino está internado na Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte para fazer hemodiálise. Ele foi diagnosticado com a Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica pós-Covid. Rafael está internado após complicações causadas pela Covid-19 Arquivo Pessoal Está internada na Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, em estado grave, uma criança de 1 ano e três meses de Governador Valadares (MG). Rafael Henrique Pereira foi infectado pela Covid-19 e sofreu complicações da doença e foi transferido. Segundo a família do menino, ele começou a passar mal no dia 27 de dezembro. Rafael foi levado ao Hospital Municipal de Valadares com febre e diagnosticado com sapinho. Após o atendimento, ele foi liberado. No dia seguinte, ele voltou ao hospital com mais febre. À criança, o médico receitou remédios para diminuir a febre e um antialérgico. Pelo terceiro dia consecutivo, a família procurou atendimento. Rafael já apresentava febre de 40 graus. O médico disse para continuar usando os remédios. Em 31 de dezembro, a criança acordou de madrugada e chamou a mãe para mostrar um sangramento no nariz e boca, segundo a família. Ela acionou o Corpo de Bombeiros que levou Rafael para o hospital, onde foi internado e intubado. “A primeira vez que viemos ao hospital, ele foi diagnosticado com sapinho. Eles passaram medicamento e mandaram ele para casa. Na segunda vez, a febre dele não estava baixando. Trouxemos ele, ele foi medicado com dipirona novamente e voltou para casa. Na terceira vez, a mesma coisa”, contou a tia do menino, Ketlin Nauane. A criança foi diagnosticada com a Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica pós-Covid. “[A criança] foi admitida no nosso serviço com um quadro de epistaxe [sangramento nasal]. A gente fechou o critério de diagnóstico para SIMP, que é Síndrome Multissistêmica Inflamatória pós a infecção da Covid”, explicou a pediatra do município, Sâmara Nacur. A médica informou ainda que a maioria das crianças infectadas com Covid não desenvolve a forma grave da doença. “A gente sabe que a Covid, na pediatria, a maioria das crianças não vai desenvolver a forma grave. Menos de 1% das crianças vão desenvolver forma grave. Então, a gente tem muito quadro respiratório na pediatria, mas a maioria das crianças fica grave por outros vírus, como vírus sincicial respiratório, Influenza”, disse. Com o estado de saúde delicado, Rafael começou a ter problemas renais e precisou iniciar hemodiálise. Porém, o Hospital Municipal de Governador Valadares não oferece suporte técnico para isso. Dessa forma, ele precisou ser transferido. “Ele precisa de uma Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica, e isso nós não temos no município de Governador Valadares”, afirmou a médica. Rafael foi transferido no dia 5 de janeiro, devido às condições climáticas que dificultaram o transporte aéreo. E segundo a pediatra, ele não tinha condições de ir por meio terrestre. O g1 tenta contato com a mãe para ter uma atualização do estado de saúde da criança. N último contato feito, às 14h44, ela informou que entraria para a visita e retornaria mais tarde. Veja mais notícias da região em g1 Vales de Minas Gerais. VÍDEOS: veja tudo sobre o Leste e Nordeste de MG

Criança de 1 ano é transferida de Valadares para BH com sequelas graves causadas pela Covid

Menino está internado na Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte para fazer hemodiálise. Ele foi diagnosticado com a Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica pós-Covid. Rafael está internado após complicações causadas pela Covid-19 Arquivo Pessoal Está internada na Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, em estado grave, uma criança de 1 ano e três meses de Governador Valadares (MG). Rafael Henrique Pereira foi infectado pela Covid-19 e sofreu complicações da doença e foi transferido. Segundo a família do menino, ele começou a passar mal no dia 27 de dezembro. Rafael foi levado ao Hospital Municipal de Valadares com febre e diagnosticado com sapinho. Após o atendimento, ele foi liberado. No dia seguinte, ele voltou ao hospital com mais febre. À criança, o médico receitou remédios para diminuir a febre e um antialérgico. Pelo terceiro dia consecutivo, a família procurou atendimento. Rafael já apresentava febre de 40 graus. O médico disse para continuar usando os remédios. Em 31 de dezembro, a criança acordou de madrugada e chamou a mãe para mostrar um sangramento no nariz e boca, segundo a família. Ela acionou o Corpo de Bombeiros que levou Rafael para o hospital, onde foi internado e intubado. “A primeira vez que viemos ao hospital, ele foi diagnosticado com sapinho. Eles passaram medicamento e mandaram ele para casa. Na segunda vez, a febre dele não estava baixando. Trouxemos ele, ele foi medicado com dipirona novamente e voltou para casa. Na terceira vez, a mesma coisa”, contou a tia do menino, Ketlin Nauane. A criança foi diagnosticada com a Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica pós-Covid. “[A criança] foi admitida no nosso serviço com um quadro de epistaxe [sangramento nasal]. A gente fechou o critério de diagnóstico para SIMP, que é Síndrome Multissistêmica Inflamatória pós a infecção da Covid”, explicou a pediatra do município, Sâmara Nacur. A médica informou ainda que a maioria das crianças infectadas com Covid não desenvolve a forma grave da doença. “A gente sabe que a Covid, na pediatria, a maioria das crianças não vai desenvolver a forma grave. Menos de 1% das crianças vão desenvolver forma grave. Então, a gente tem muito quadro respiratório na pediatria, mas a maioria das crianças fica grave por outros vírus, como vírus sincicial respiratório, Influenza”, disse. Com o estado de saúde delicado, Rafael começou a ter problemas renais e precisou iniciar hemodiálise. Porém, o Hospital Municipal de Governador Valadares não oferece suporte técnico para isso. Dessa forma, ele precisou ser transferido. “Ele precisa de uma Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica, e isso nós não temos no município de Governador Valadares”, afirmou a médica. Rafael foi transferido no dia 5 de janeiro, devido às condições climáticas que dificultaram o transporte aéreo. E segundo a pediatra, ele não tinha condições de ir por meio terrestre. O g1 tenta contato com a mãe para ter uma atualização do estado de saúde da criança. N último contato feito, às 14h44, ela informou que entraria para a visita e retornaria mais tarde. Veja mais notícias da região em g1 Vales de Minas Gerais. VÍDEOS: veja tudo sobre o Leste e Nordeste de MG