Coca-Cola investiga possível roubo de dados pelo Stormous, grupo de hackers pró-Rússia

Stormous alega ter roubado mais de 161 GB de dados da Coca-Cola, entre senhas, documentos financeiros, notas fiscais e informações de fornecedores O post Coca-Cola investiga possível roubo de dados pelo Stormous, grupo de hackers pró-Rússia apareceu primeiro em Olhar Digital.

Coca-Cola investiga possível roubo de dados pelo Stormous, grupo de hackers pró-Rússia

A Coca-Cola lançou uma investigação interna após o grupo de hackers Stormous alegar ter roubado mais de 161 GB de dados da empresa. A empresa de bebidas afirmou, em comunicado ao Bleeping Computer, que já notificou as autoridades sobre a suposta invasão, além de estar em busca de “determinar a validade da alegação”.

O grupo Stormous está disponibilizando os dados roubados da Coca-Cola por US$ 65 mil (em torno de R$ 320 mil) ou 1,6 bitcoin. Entre as informações comprometidas, estariam senhas, documentos financeiros, notas fiscais em ZIP e dados de fornecedores.

Em março, os cibercriminosos anunciaram seu apoio ao governo russo na invasão da Ucrânia e selecionaram a empresa como novo alvo em seu canal no Telegram. Eles alegam ter hackeado a marca de refrigerantes menos de uma semana após a publicação da enquete. A Coca-Cola, vale lembrar, foi uma das empresas que suspenderam as operações na Rússia após o início da guerra, o que pode suscitar a alegação do Stormous.

Anúncio do grupo Stormous contra a Coca-Cola no Telegram
Grupo Stormous anuncia ataque contra Coca-Cola no Telegram (Reprodução/Bleeping Computer)

Quem é o grupo Stormous?

Embora o grupo do coletivo no Telegram tenha sido criado em abril de 2021, as primeiras publicações surgiram apenas em janeiro deste ano. Como alvo, os hackers parecem ter uma ampla gama de organizações, entre empresas nos setores de educação, saúde, finanças e entretenimento.

Boa parte das mensagens é postada em inglês e árabe, mas as notas de resgate são escritas apenas no segundo idioma. O grupo parece ter motivação financeira, mas algumas de suas declarações são de cunho político — como se deu quando do início da guerra Rússia x Ucrânia.

Ainda no início do ano, as alegações do Stormous foram investigadas pelas empresas de cibersegurança ZeroFox e SOCRadar, e ambas observaram que nenhuma das invasões era, de fato, verídica. Além disso, as supostas vítimas do coletivo são organizações que já haviam sido alvo de outros atores de ameaças que já haviam vazado dados.

Em março, em um episódio semelhante ao que aconteceu com a Coca-Cola, o Stormous também afirmou que havia roubado 200 GB da empresa de jogos Epic, mas o rapto de arquivos nunca foi confirmado.

Crédito da imagem principal: Mehaniq/Shutterstock

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