Caso Bruno e Dom: 'É possível haver um mandante', diz superintendente da PF

Quatro suspeitos de envolvimento no crime estão presos

Caso Bruno e Dom: 'É possível haver um mandante', diz superintendente da PF

O superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Eduardo Fontes, não descartou a possibilidade de haver um mandante para as mortes do indigenista Bruno Araújo Pereira e o jornalista Dom Phillips. 

Fontes disse à TV Globo que essa possibilidade é investigada pela PF. "É possível ter um mandante. A investigação ainda está em andamento, mas a gente está apurando tudo e nós não vamos deixar nenhuma linha investigativa de lado e vamos apurar de forma técnica e segura para dizer o que efetivamente aconteceu e o que não aconteceu", garantiu.

Na sexta (17), a PF disse que as investigações até então indicavam que não havia um possível mandante ou envolvimento de organização criminosa por trás das mortes. 

Quatro suspeitos de participação no crime estão presos. Ontem, um homem de 26 anos se entregou à polícia de São Paulo afirmando que tem envolvimento com o caso.

Gabriel Pereira Dantas fez um relato com "muita riqueza de detalhes" sobre o crime, segundo o delegado Roberto Monteiro. Ele é de Manaus e estava em Atalaia do Norte, mas depois do crime viajou para a capital paulista.

Dos três outros suspeitos apontados pela PF, só um deles, o pescador Amarildo da Costa Oliveira, confessou participação. Ele disse que jogou os corpos em área do Vale do Javari depois de esquartejar e queimar os dois.

Nesta semana, ele voltou atrás, segundo a polícia, afirmando que não participou dos homicídios. Ele apontou Jeferson da Silva Lima, o Pelado da Dinha, como responsável pelas mortes. Jeferson também está preso.

O último preso é Oseney da Costa de Oliveira, irmã de Amarildo, que nega qualquer envolvimento.