Bebeto Alves reflete sombras do Brasil no álbum 'Contraluz' 40 anos após a estreia solo

Cantor e compositor gaúcho lança disco com dez inéditas músicas autorais. ♪ Faz 40 anos que Bebeto Alves lançou o primeiro álbum solo, um disco autoral batizado com o nome do artista gaúcho e lançado pelo selo Epic da gravadora CBS em 1981, um ano após o conterrâneo Vitor Ramil começar a ser notado fora das fronteiras do sul do Brasil. Com estética mais quente do que a de Ramil, embora ambos transitem por ritmos dos Pampas como a milonga e a toada, Luís Alberto Nunes Alves talvez nem tenha percebido que Contraluz – álbum autoral de músicas inéditas lançado pelo artista neste mês de dezembro de 2021 através do selo Produto Oficial – pode ser apresentado como disco comemorativo dos 40 anos da estreia solo do cantor e compositor no mercado fonográfico. De toda forma, o álbum Contraluz se escora no momento presente e adiciona dez novas músicas ao cancioneiro autoral desse artista nascido em novembro de 1954 na cidade de Uruguaiana (RS). Com pegadas na música gaúcha desde os anos 1970, década em que fundou o grupo Utopia, Bebeto Alves é – para quem não liga o nome à música – o parceiro do conterrâneo Antonio Villeroy na composição Uma louca tempestade (2003), sucesso na voz da cantora Ana Carolina. Capa do álbum 'Contraluz', de Bebeto Alves Simone Schlindwein Artista associado normalmente ao toque do violão, Alves pilotou todos os instrumentos ouvidos em Contraluz, disco gravado solitariamente em estúdio caseiro com arranjos e produção musical do próprio Bebeto Alves. Com músicas como Aroma perdido, Céu d'água e Terra à vista, o repertório do álbum Contraluz espelha sombras do Brasil por traduzir sentimentos surgidos no isolamento social e observações do atual momento político do país. Contudo, a música em espanhol Beat extrapola a fronteira nacional por ter nascido a partir de versos do poeta e letrista uruguaio Atílio Pérez da Cunha (1951 – 2020), falecido no ano passado, e ter seguido os passos do escritor norte-americano Jack Kerouac (1922 – 1959) no livro On the road (1957). “Acho que cheguei em um outro lugar, o lugar de um novo velho artista que se restabelece com uma nova velha ideia do que significa estar aqui e, apesar de tudo, cantar”, avalia Bebeto Alves em texto escrito para a contracapa interna da edição em CD do álbum Contraluz. Bebeto Alves apresenta músicas como 'Aroma perdido' e 'Terra á vista' no álbum 'Contraluz' Simone Schlindwein / Divulgação

Bebeto Alves reflete sombras do Brasil no álbum 'Contraluz' 40 anos após a estreia solo

Cantor e compositor gaúcho lança disco com dez inéditas músicas autorais. ♪ Faz 40 anos que Bebeto Alves lançou o primeiro álbum solo, um disco autoral batizado com o nome do artista gaúcho e lançado pelo selo Epic da gravadora CBS em 1981, um ano após o conterrâneo Vitor Ramil começar a ser notado fora das fronteiras do sul do Brasil. Com estética mais quente do que a de Ramil, embora ambos transitem por ritmos dos Pampas como a milonga e a toada, Luís Alberto Nunes Alves talvez nem tenha percebido que Contraluz – álbum autoral de músicas inéditas lançado pelo artista neste mês de dezembro de 2021 através do selo Produto Oficial – pode ser apresentado como disco comemorativo dos 40 anos da estreia solo do cantor e compositor no mercado fonográfico. De toda forma, o álbum Contraluz se escora no momento presente e adiciona dez novas músicas ao cancioneiro autoral desse artista nascido em novembro de 1954 na cidade de Uruguaiana (RS). Com pegadas na música gaúcha desde os anos 1970, década em que fundou o grupo Utopia, Bebeto Alves é – para quem não liga o nome à música – o parceiro do conterrâneo Antonio Villeroy na composição Uma louca tempestade (2003), sucesso na voz da cantora Ana Carolina. Capa do álbum 'Contraluz', de Bebeto Alves Simone Schlindwein Artista associado normalmente ao toque do violão, Alves pilotou todos os instrumentos ouvidos em Contraluz, disco gravado solitariamente em estúdio caseiro com arranjos e produção musical do próprio Bebeto Alves. Com músicas como Aroma perdido, Céu d'água e Terra à vista, o repertório do álbum Contraluz espelha sombras do Brasil por traduzir sentimentos surgidos no isolamento social e observações do atual momento político do país. Contudo, a música em espanhol Beat extrapola a fronteira nacional por ter nascido a partir de versos do poeta e letrista uruguaio Atílio Pérez da Cunha (1951 – 2020), falecido no ano passado, e ter seguido os passos do escritor norte-americano Jack Kerouac (1922 – 1959) no livro On the road (1957). “Acho que cheguei em um outro lugar, o lugar de um novo velho artista que se restabelece com uma nova velha ideia do que significa estar aqui e, apesar de tudo, cantar”, avalia Bebeto Alves em texto escrito para a contracapa interna da edição em CD do álbum Contraluz. Bebeto Alves apresenta músicas como 'Aroma perdido' e 'Terra á vista' no álbum 'Contraluz' Simone Schlindwein / Divulgação