As primeiras (e não definitivas) impressões do Ceará em 2022

Após vários treinos fechados, o Ceará deu, neste sábado (22), a primeira oportunidade para que torcida e imprensa pudessem tirar as primeiras impressões do Vovô em 2022. Importante destacar, antes de tudo, que o jogo-treino contra o Floresta está longe, mas bem longe de servir para qualquer análise definitiva. Porém, como não assistimos aos treinamentos, o recorte que temos para análise, até aqui, é com base, principalmente, no que foi observado nesta atividade. Embora não seja possível ainda realizar análises mais definitivas, até pelos muitos desfalques. deu para ter algumas impressões iniciais. O que eu observei foi: Tiago Nunes não montou time titular ou reserva. As escalações foram bastante mescladas. A impressão que deu foi que ele quis balancear os dois times para que houvesse equilíbrio. Ao todo, foram nove ausências, e várias delas importantes: Bruno Pacheco trata lesão muscular no adutor esquerdo; Fernando Sobral trata inflamação no pé esquerdo; Lima, Buiú, Richardson e André Luiz estão com Covid-19; Messias e Erick na transição; Lucas Ribeiro aprimora parte física. A formação no 1º tempo teve Richard; Michel Macedo, Marcos Victor, Gabriel Lacerda e Victor Luís; Richard, Geovane e Léo Rafael; Vina, Jacaré e Gabriel Santos. É óbvio que ainda é muito cedo para qualquer conclusão, mas já dá pra ver a manutenção de algo que Tiago Nunes implementou ainda em 2021. Com o treinador, o Ceará joga no 4-1-3-2. Vina é 2º atacante, mas com liberdade para circular. Por vários momentos, o time fazia uma saída com 3 defensores, com Richard baixando entre os zagueiros (que por sua vez abriam para os lados) e liberando os laterais para dar amplitude (bem abertos pelos lados do campo). Os pontas, assim, jogando por dentro. Como nas imagens: [render name="Ceará saída de 3" contentId="7.4598150"] [render name="Ceará organização ofensiva" contentId="7.4598151"] Richard, aliás, foi um dos destaques do Ceará. Indicação do técnico Tiago Nunes, ele já chega com a confiança do treinador. É forte nos desarmes, com intensidade na marcação, tem imposição física e o passe vertical, inclusive com bola longa. Vai brigar por titularidade. Victor Luís é outro jogador que, claramente, vai ajudar bastante na temporada. Qualidade técnica acima da média. Com Bruno Pacheco, a lateral-esquerda está bem resolvida. A utilização de Geovane como ponta-esquerda foi mais por questão circunstâncial. Pelos desfalques e por característica dele (canhoto, bom passe, capacidade de jogar por dentro). Em condições normais, quem pode ser bem utilizado por ali é Kelvyn. Léo Rafael e Marcos Victor são bons valores. Jovens, ainda devem ser trabalhados para amadurecimento, mas há potencial e os dois têm plenas condições de integração ao elenco profissional. É preciso paciência e oportunidades. O Ceará no 2º tempo entrou com João Ricardo; Nino Paraíba, Luiz Otávio, Jefferson e Kelvyn; William Oliveira, Marlon, Iury Castilho e Mendoza; Zé Roberto e Cléber. Na lateral-direita, Nino Paraíba será uma alternativa de ofensividade interessante. Muito rápido, é um lateral-ala, que apoia bastante e vai muito ao ataque, com vários cruzamentos (mas precisa melhorar na efetividade). Michel Macedo, por sua vez, é aquele lateral-base, mais seguro e sólido, com bom posicionamento defensivo. Apoia mais na boa e ataca com assertividade. [render name="Nino Paraíba" contentId="7.4598152"] Iury Castilho pode atuar em mais de uma função. Seja como ponta (esquerda ou direita) ou atacante centralizado (centroavante). Não se surpreenda, até, se ele for testado como um 2º atacante. Zé Roberto é centroavante de mais mobilidade, que sai da área e gera apoios aos companheiros. Cléber, por sua vez, ficou bem mais como referência, mas não aproveitou as chances que chegou nele. Assim como Gabriel Santos no 1º tempo. Por isso, o questionamento do torcedor é totalmente válido: o Ceará precisa de um centroavante goleador, aquele 'camisa 9' nato, finalizador e fazedor de gols. O clube busca no mercado essa peça. Em resumo, um teste que serviu mais para dar ritmo de jogo e avaliar os jogadores em situações normais de jogo, com a visualização de algumas ideias táticas em um grau de competitividade maior que nos treinamentos. No próximo sábado (29), contra o Sergipe, na estreia da Copa do Nordeste, já será para valer.>

As primeiras (e não definitivas) impressões do Ceará em 2022
Após vários treinos fechados, o Ceará deu, neste sábado (22), a primeira oportunidade para que torcida e imprensa pudessem tirar as primeiras impressões do Vovô em 2022. Importante destacar, antes de tudo, que o jogo-treino contra o Floresta está longe, mas bem longe de servir para qualquer análise definitiva. Porém, como não assistimos aos treinamentos, o recorte que temos para análise, até aqui, é com base, principalmente, no que foi observado nesta atividade. Embora não seja possível ainda realizar análises mais definitivas, até pelos muitos desfalques. deu para ter algumas impressões iniciais. O que eu observei foi: Tiago Nunes não montou time titular ou reserva. As escalações foram bastante mescladas. A impressão que deu foi que ele quis balancear os dois times para que houvesse equilíbrio. Ao todo, foram nove ausências, e várias delas importantes: Bruno Pacheco trata lesão muscular no adutor esquerdo; Fernando Sobral trata inflamação no pé esquerdo; Lima, Buiú, Richardson e André Luiz estão com Covid-19; Messias e Erick na transição; Lucas Ribeiro aprimora parte física. A formação no 1º tempo teve Richard; Michel Macedo, Marcos Victor, Gabriel Lacerda e Victor Luís; Richard, Geovane e Léo Rafael; Vina, Jacaré e Gabriel Santos. É óbvio que ainda é muito cedo para qualquer conclusão, mas já dá pra ver a manutenção de algo que Tiago Nunes implementou ainda em 2021. Com o treinador, o Ceará joga no 4-1-3-2. Vina é 2º atacante, mas com liberdade para circular. Por vários momentos, o time fazia uma saída com 3 defensores, com Richard baixando entre os zagueiros (que por sua vez abriam para os lados) e liberando os laterais para dar amplitude (bem abertos pelos lados do campo). Os pontas, assim, jogando por dentro. Como nas imagens: [render name="Ceará saída de 3" contentId="7.4598150"] [render name="Ceará organização ofensiva" contentId="7.4598151"] Richard, aliás, foi um dos destaques do Ceará. Indicação do técnico Tiago Nunes, ele já chega com a confiança do treinador. É forte nos desarmes, com intensidade na marcação, tem imposição física e o passe vertical, inclusive com bola longa. Vai brigar por titularidade. Victor Luís é outro jogador que, claramente, vai ajudar bastante na temporada. Qualidade técnica acima da média. Com Bruno Pacheco, a lateral-esquerda está bem resolvida. A utilização de Geovane como ponta-esquerda foi mais por questão circunstâncial. Pelos desfalques e por característica dele (canhoto, bom passe, capacidade de jogar por dentro). Em condições normais, quem pode ser bem utilizado por ali é Kelvyn. Léo Rafael e Marcos Victor são bons valores. Jovens, ainda devem ser trabalhados para amadurecimento, mas há potencial e os dois têm plenas condições de integração ao elenco profissional. É preciso paciência e oportunidades. O Ceará no 2º tempo entrou com João Ricardo; Nino Paraíba, Luiz Otávio, Jefferson e Kelvyn; William Oliveira, Marlon, Iury Castilho e Mendoza; Zé Roberto e Cléber. Na lateral-direita, Nino Paraíba será uma alternativa de ofensividade interessante. Muito rápido, é um lateral-ala, que apoia bastante e vai muito ao ataque, com vários cruzamentos (mas precisa melhorar na efetividade). Michel Macedo, por sua vez, é aquele lateral-base, mais seguro e sólido, com bom posicionamento defensivo. Apoia mais na boa e ataca com assertividade. [render name="Nino Paraíba" contentId="7.4598152"] Iury Castilho pode atuar em mais de uma função. Seja como ponta (esquerda ou direita) ou atacante centralizado (centroavante). Não se surpreenda, até, se ele for testado como um 2º atacante. Zé Roberto é centroavante de mais mobilidade, que sai da área e gera apoios aos companheiros. Cléber, por sua vez, ficou bem mais como referência, mas não aproveitou as chances que chegou nele. Assim como Gabriel Santos no 1º tempo. Por isso, o questionamento do torcedor é totalmente válido: o Ceará precisa de um centroavante goleador, aquele 'camisa 9' nato, finalizador e fazedor de gols. O clube busca no mercado essa peça. Em resumo, um teste que serviu mais para dar ritmo de jogo e avaliar os jogadores em situações normais de jogo, com a visualização de algumas ideias táticas em um grau de competitividade maior que nos treinamentos. No próximo sábado (29), contra o Sergipe, na estreia da Copa do Nordeste, já será para valer.>