Android 13 pode enfim acabar com fechamento inesperado de apps em 2° plano

O Android 13 pode enfim acabar com o encerramento de aplicativos colocados em segundo plano. Uma entrada no repositório de código Android Gerrit apontou que o Google trabalha na implementação do “Multi-Generational Least Recently Used” (MGLRU), um mecanismo de gerenciamento de desempenho que promete reduzir significativamente as ocorrências de interrupção inesperada de processos. Galaxy M31 começa a receber a One UI 4.1 com Android 12 Galaxy A72 começa a receber One UI 4 no Brasil Descoberto pelo site XDA Developers, o recurso teria dois principais objetivos: primeiro, reduzir em 40% o consumo de CPU do processo kswapd (responsável pelo gerenciamento de memória virtual); segundo, minimizar em 18% os encerramentos de aplicativos decorridos pela falta de memória, num estado conhecido como Out of Memory (OOM). Aplicativos em segundo plano seriam melhor gerenciados com o MGLRU (Imagem: Ivo Meneghel Jr/Canaltech) Segundo comentários de um engenheiro do Google responsável pelo MGLRU, o mecanismo de gerenciamento de memória já foi testado “em um milhão” de dispositivos Android. Embora não tenha deixado claro, provavelmente o profissional se refere ao Android Runtime on Chrome OS Virtual Machine (ARCVM), a ferramenta responsável por embarcar o Android 11 no SO para notebooks. -Podcast Porta 101: a equipe do Canaltech discute quinzenalmente assuntos relevantes, curiosos, e muitas vezes polêmicos, relacionados ao mundo da tecnologia, internet e inovação. Não deixe de acompanhar.- “Vimos melhorias substanciais em termos de utilização da CPU e intensidade de uso da memória, resultando numa menor ocorrência de encerramentos por OOM e lentidão na interface de usuário”, disse no comentário. A experimentação não aconteceu num celular, mas os resultados são promissores. Gerenciamento mais inteligente Na prática, o que o MGLRU faz é tornar o gerenciamento de processos mais inteligente. Isso faria o Android 13 comprometer menos a experiência do usuário ao eliminar processos menos importantes (como aqueles não utilizados há mais tempo). Além disso, ao reduzir o consumo de CPU do processo kswapd, há mais margem de performance disponível para outras atividades, o que é bom em todos os cenários. Apesar de ser uma mudança importante para quem utiliza Android, ela pode ficar para depois. A adição no Android Gerrit não diz muita coisa quanto a implementação do recurso do sistema, além de demonstrar o interesse do Google na adição deste mecanismo. Se a ferramenta não estiver pronta para embarcar no Android 13, possivelmente ela só será adicionada no Android 14 — ou talvez nem saia do papel. Leia a matéria no Canaltech. Trending no Canaltech: Flamengo x Palmeiras | Onde assistir ao jogaço do Brasileirão 5 motivos para NÃO comprar o Toyota Corolla Cross XRE Flex Alinhamento de planetas acontece nesta semana; veja como observar Como transferir ou sacar o FGTS de R$ 1.000 Único "superpoder" do Batman é tão absurdo que até a DC Comics admite isso

Android 13 pode enfim acabar com fechamento inesperado de apps em 2° plano

O Android 13 pode enfim acabar com o encerramento de aplicativos colocados em segundo plano. Uma entrada no repositório de código Android Gerrit apontou que o Google trabalha na implementação do “Multi-Generational Least Recently Used” (MGLRU), um mecanismo de gerenciamento de desempenho que promete reduzir significativamente as ocorrências de interrupção inesperada de processos.

Descoberto pelo site XDA Developers, o recurso teria dois principais objetivos: primeiro, reduzir em 40% o consumo de CPU do processo kswapd (responsável pelo gerenciamento de memória virtual); segundo, minimizar em 18% os encerramentos de aplicativos decorridos pela falta de memória, num estado conhecido como Out of Memory (OOM).

Aplicativos em segundo plano seriam melhor gerenciados com o MGLRU (Imagem: Ivo Meneghel Jr/Canaltech)

Segundo comentários de um engenheiro do Google responsável pelo MGLRU, o mecanismo de gerenciamento de memória já foi testado “em um milhão” de dispositivos Android. Embora não tenha deixado claro, provavelmente o profissional se refere ao Android Runtime on Chrome OS Virtual Machine (ARCVM), a ferramenta responsável por embarcar o Android 11 no SO para notebooks.

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Podcast Porta 101: a equipe do Canaltech discute quinzenalmente assuntos relevantes, curiosos, e muitas vezes polêmicos, relacionados ao mundo da tecnologia, internet e inovação. Não deixe de acompanhar.
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“Vimos melhorias substanciais em termos de utilização da CPU e intensidade de uso da memória, resultando numa menor ocorrência de encerramentos por OOM e lentidão na interface de usuário”, disse no comentário. A experimentação não aconteceu num celular, mas os resultados são promissores.

Gerenciamento mais inteligente

Na prática, o que o MGLRU faz é tornar o gerenciamento de processos mais inteligente. Isso faria o Android 13 comprometer menos a experiência do usuário ao eliminar processos menos importantes (como aqueles não utilizados há mais tempo). Além disso, ao reduzir o consumo de CPU do processo kswapd, há mais margem de performance disponível para outras atividades, o que é bom em todos os cenários.

Apesar de ser uma mudança importante para quem utiliza Android, ela pode ficar para depois. A adição no Android Gerrit não diz muita coisa quanto a implementação do recurso do sistema, além de demonstrar o interesse do Google na adição deste mecanismo. Se a ferramenta não estiver pronta para embarcar no Android 13, possivelmente ela só será adicionada no Android 14 — ou talvez nem saia do papel.

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